Mulheres na Música (Parte 21) – Whitney Houston: A Voz

Whitney Houston está no Guinness World Records por ser a artista mais laureada de todos os tempos.

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Prima de Dionne Warwick e de Dee Dee Warwick (cantoras de Gospel, R&B e Soul), foi com elas que começou, embora aos onze anos já cantasse no coral gospel de uma igreja baptista em Nova Iorque.
Depois de fazer uma participação no álbum de sua mãe “Think It Over”, em 1978,
foi backing vocal de muitos cantores famosos, entre eles: Chaka Khan e Jermaine Jackson.
Com apenas quinze anos, fez um dueto com Michael Zager no single “Life’s a Party”.
Em 1980 iniciou sua carreira de modelo. Anuída num concurso de beleza de uma
conceituada agência, iniciou aí a sua bem sucedida carreira de modelo fotográfico. Chegou a ser capa de diversas revistas pelo mundo, dentre elas a “Seventeen” e a “Glamour”.

Um dia, um funcionário da editora Arista Records, ao assistir a uma apresentação ao vivo num clube, convenceu Clive Davis a ir ouvi-la, ou como diz o José Duarte, ir “ouvê-la”.

Foram necessários dois anos para a produção do seu primeiro disco que tem como título o seu próprio nome. A canção “You Give Good Love”, ficou em terceiro lugar dos discos mais vendidos da Revista Billboard . Para ajudar à venda de cinco milhões de cópias, as canções “Saving All My Love for You”, “How Will I Know”, deram um aporte enorme. Ainda recordo, quando acompanhei uma das maiores cantoras com quem tive o prazer de trabalhar – Teresa Mayuko, nesse hino “Greatest Love of All” inserida nesse seu trabalho.

O seu eclodir na telenovela “As The World Turns “ fez crescer a sua popularidade, que se tinha iniciado num dueto (“Hold Me”) ao lado de Teddy Pendergrass, o single entrou no Top 40. Conseguiu a proeza, de ter sido o disco mais vendido, à frente de “True Blue” de Madonna.

Em 1986, Whitney ganhou o seu primeiro Grammy: “Melhor Performance de Vocal Pop Feminina”, com “Saving All My Love For You” e fez sua primeira digressão mundial, com o nome do hino que acabei de referir. Foi eleita, “Artista do Ano” pela revista Billboard. O lançamento do segundo disco “Whitney” (1987), fez dela a primeira artista feminina a ter o seu trabalho no Top dos discos mais vendidos, simultaneamente nos EUA e no Reino Unido. Quem não recorda “I Wanna Dance with Somebody (Who Loves Me), originalmente “I’m Gonna Dance with Somebody” o que lhe valeu o seu segundo Grammy. Sete singles consecutivos a atingirem a primeira posição dos mais vendidos nos EUA quebrou, assim, o recorde dos Beatles e dos Bee Gees.

Estamos a falar de um disco que vendeu vinte milhões de cópias no mundo inteiro, com nove milhões só nos EUA.

Na sua digressão “The Moment of Truth Tour”, foi distinguida com o “Álbum do Ano” em 1988, durante a cerimónia de abertura das Olimpíadas, a canção “One Moment in Time”, foi o hino dos Jogos Olímpicos de Verão (1988) de Seul (Coreia do Sul).

A sua digressão “I’m Your Baby Tour”, quebrou recordes de público por todo o mundo. Em Janeiro de 1991, Whitney cantou “The Star-Spangled Banner”, o hino nacional
dos Estados Unidos, no XXV Super Bowl em Tampa na Flórida (o Hino Nacional Americano foi escrito em 1814 pelo advogado e poeta amador, Francis Scott Key).

Em 1992, a sua primeira participação no cinema, ao lado de Kevin Costner, no filme “The Body Guard”, com um sucesso que atingiu o valor monetário de 500 milhões de dólares, e a sua versão de “I Will Always Love You” de Dolly Parton, é simplesmente extraordinária. O single esteve quatorze semanas seguidas no primeiro lugar de vendas dos EUA.

Em 1995, seguiu-se o filme “Waiting to Exhale”, baseado num livro de Terry McMillans, sobre as vidas de quatro mulheres afro-americanas. As outras personagens são interpretadas por Angela Bassett, Loretta Devine e Lela Rochon, realizado por Forest Whitaker. A trilha-sonora de “The Preacher’s Wife”, foi lançada um mês antes do filme e converteu-se no disco de gospel mais vendido da história, tendo sido também indicado ao Óscar de melhor trilha-sonora.

Em 1997, rodou o filme musical realizado para a TV, “Cinderella”, uma produção da “Whitney, Brouwn House Productions”. Foi um dos programas mais vistos na televisão, com mais de sessenta milhões de telespectadores, em que Whitney faz de Fada Rainha.

Em 1992, casou com o cantor Bobby Brown e desse casamento nasceu Bobbi Kristina Houston Brown. Embora tivesse participado com a mãe em canções e filmes não seguiu uma carreira artística…

Em 1998, gravou um dueto com Mariah Carey na canção “When You Believe”, para o filme de animação “O Princípe do Egito” e ganhou, em 1999, o óscar de “Melhor Canção Original”.

O single “My Love is Your Love”, tornou-se um dos mais vendidos do ano e a faixa “It’s Not right But It’s Okay”, ganhou um Grammy. O álbum é o disco r&b mais vendido de sempre na Europa, tendo alcançando vendas de 13 milhões em todo o mundo.

Embora eu quisesse muito que este texto tivesse um final feliz, como nos contos de fadas, a verdade é que não vai ter…

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Em 2002, Whitney reconheceu à imprensa que sofria de depressão desde a adolescência e, por isso, consumia cocaína, outros tipos de drogas e álcool em excesso! Finalmente, em 2007, divorcia-se de Brown e revelou ter sido vítima de violência doméstica (agressões físicas, humilhações e traições).

Em dezembro de 2006, Whitney foi destaque de capa da revista “Raça Brasil”
devido a sua vitoriosa recuperação do vício das drogas e do álcool.

Whitney teve seu memorial, realizado em 18 de Fevereiro de 2012, na New Hope Baptist Church, em Newark, Nova Jersey, cidade natal da cantora. Entre aqueles que homenagearam Whitney no funeral, estavam Stevie Wonder, que cantou uma versão reescrita de “Ribbon in the Sky” e “Love’s in Need of Love Today,” CeCe Winans com “Don’t Cry for Me e Jesus Loves Me”, Alicia Keys com “Send Me an Angel”, Kim Burrell com uma versão reescrita de “A Change Is Gonna Come “e R. Kelly com “I Look to You”. Whitney foi enterrada no cemitério Fairview, no Westfield, Nova Jersey, ao lado de seu pai.