Mealhada defende a participação de todos na manutenção do espírito do 25 de Abril

A sessão solene da Assembleia Municipal da Mealhada, comemorativa dos 51 anos do 25 de Abril, colocou a tónica nos perigos que a democracia enfrenta e na necessidade de todos – partidos e cidadãos – participarem ativamente na construção de uma sociedade que “mantenha o espírito do 25 de abril”, “da igualdade e da fraternidade”.
“Temos que estar vigilantes e fazer força para que o 25 de Abril se mantenha no seu espírito”, assim concluiu, Carlos Cabral, presidente da Assembleia Municipal da Mealhada, após as intervenções das diversas forças políticas na sessão solene da Assembleia Municipal comemorativa do 25 de Abril.

Os partidos que compõem a Assembleia Municipal da Mealhada – PCP, PSD, PS e Mais e Melhor Movimento Independente -, o presidente da Câmara da Mealhada António Jorge Franco, e o presidente da Assembleia Municipal da Mealhada, Carlos Cabral, convergiram na necessidade de proteger a democracia face aos diversos perigos que a mesma enfrenta, apelando para isso, à participação cívica e política dos cidadãos, sem medos, como aconteceu há 51 anos com todos aqueles que fizeram a Revolução.

Para António Jorge Franco, presidente da Câmara da Mealhada, o momento é de “evocação histórica”, mas também de “reflexão sobre o percurso coletivo que temos vindo a trilhar”. “É, por isso, crucial que as novas gerações conheçam esta história. Que compreendam o valor da liberdade, do direito ao voto, à opinião, à escolha e à diferença. Nenhuma destas conquistas é garantida e todas exigem vigilância e empenho”.
“O 25 de abril não nos entregou um país construído, deu-nos, sim, a liberdade de o construir e essa liberdade exige compromisso, participação e responsabilidade cívica”, afirmou, aludindo aos às eleições que se aproximam e que exigem a participação democrática de todos. “Queremos ser protagonistas do nosso futuro ou deixar que outros decidam por nós? O voto é um instrumento poderoso, pacífico e transformador. Participar é o verdadeiro coração da democracia”.
Na sessão solene comemorativa do 51º aniversário do 25 de Abril de 1974, fez-se um minuto de silêncio pela morte do Papa Francisco!
OC/MP