Mau tempo| Câmara de Gondomar alerta para rajadas de 100 km/h entre as 18:00 e 21:00

 A Câmara de Gondomar, no distrito do Porto, alertou hoje, sábado, para o vento forte, com rajadas que podem atingir cerca de 100 km/h, entre as 18:00 e as 21:00, recomendando a adoção de medidas preventivas.

Numa publicação na sua página no Facebook, a autarquia reforçou o apelo para “o rigoroso cumporimento das interdições em vigor“, nomeadamente de circulação nos passadiços junto ao rio Douro, assinalando a possibilidade de cheias repentinas, mesmo com ligeira descida dos caudais.

A autarquia assinalou como locais com condicionamentos e interdições de circulação, na freguesia de Valbom, os passadiços, na Foz do Sousa,a rua do Armazém, toda a zona da Praia de Zebreiros e o parque de merendas e Ponte de Travassos, que estão intransitáveis.

Na freguesia de Jovim, a Avenida Beira-Rio tem o acesso ao Clube Náutico de Marecos encerrado e em Melres e Medas, a reta da Fisga está cortada à circulação de pessoas e veículos, enquanto na praia da Lomba foi definido um perímetro de segurança, lê-se ainda.

Vincando que o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) emitiu aviso laranja para vento forte, a autarquia sublinha que a “aproximação às zonas ribeirinhas e a circulação em áreas condicionadas constituem um risco sério para a segurança de pessoas e bens”.

O comandante nacional da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil, Mário Silvestre, anunciou, no ponto da situação das 12:40, o deslocamento da depressão Marta para o norte do país, afetando assim outras regiões que até agora não estavam previstas afetar.

Catorze pessoas morreram em Portugal desde a semana passada na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.

As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.

O Governo prolongou a situação de calamidade até dia 15 para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.