Mau tempo | Agravamento a partir desta tarde (quinta-feira)

Este novo quadro meteorológico, influenciado pela passagem da depressão “Oriana”, tem a previsão de chuva persistente por vezes forte a partir das 18h00 de dia 12 e até às 06h00 de dia 13, em particular nas regiões Norte, Centro e de Lisboa e Vale do Tejo.
De acordo com a informação disponibilizada, o período crítico, com maior intensidade de precipitação, deverá registrar-se entre as 18h00 e as 24h00 de hoje.

O Instituto Português do Mar e da Atmosfera tem também prevista agitação marítima forte na costa ocidental, com ondas de noroeste de 4 a 5 metros, até às 21h00 de dia 12, e entre as 06h00 e as 12h00 de dia 13.

As condições de agitação marítima agravam-se entre as 12h00 de dia 13 e as 06h00 de dia 14, com a previsão de ondas, igualmente de noroeste, de 5 a 6 metros, podendo atingir uma altura máxima de 11 metros, o que motiva um aviso de alerta “laranja”.

A agitação marítima volta a motivar novo aviso, menos grave, entre 06h00 e as 12h00 de dia 14, também com ondas de noroeste com 4 a 5 metros.

No que respeita ao vento, nos dias 13 e 14, há previsão de rajadas até 80 quilómetros por hora, sendo até 100 quilómetros por hora nas terras altas.

EFEITOS EXPECTÁVEIS

O Instituto Português do Mar e da Atmosfera prevê que este novo quadro meteorológico adverso deverá ser mais gravoso a partir da tarde de hoje, mantendo-se ao longo do dia de amanhã, sobretudo na região de Lisboa e Vale do Tejo.

A precipitação intensa e persistente registada nos últimos dias, associada ao efeito acumulado, conduziu à saturação hídrica dos solos, à fragilização das estruturas marginais dos rios e à subida dos caudais, os quais se prevê que se mantenham elevados nos próximos dias.

A continuação da precipitação aumenta o risco de inundações e cheias, sendo expectável a ocorrência de cheias, potenciadas pelo transbordo do leito de alguns cursos de água, rios e ribeiras, e de inundações em zonas urbanas, causadas por acumulação de águas pluviais por obstrução dos sistemas de escoamento.

Aos solos saturados, que motivam uma descida lenta da água, sobretudo em vias rodoviárias, junta-se a instabilidade de vertentes, conduzindo a movimentos de massa, como deslizamentos e derrocadas, motivados pela infiltração da água, fenómeno que pode ser potenciado pela remoção do coberto vegetal.

A população deve também estar atenta ao arrastamento para as vias rodoviárias de objetos soltos ou ao desprendimento de estruturas móveis ou deficientemente fixadas, por efeito de episódios de cheias e inundações, que podem causar acidentes com veículos em circulação ou transeuntes na via pública.

A possibilidade de acidentes na orla costeira devido à forte agitação marítima, o piso rodoviário escorregadio devido à possível formação de lençóis de água, a interdição de algumas de algumas vias rodoviárias por submersão e o desconforto térmico na devido ao aumento da intensidade do vento são também efeitos expectáveis. –

MEDIDAS PREVENTIVAS

O Serviço Municipal de Proteção Civil lembra à população que o eventual impacto destes efeitos pode ser minimizado, sobretudo através da adoção de comportamentos adequados, em particular nas zonas historicamente mais vulneráveis, e recomenda a adoção de medidas preventivas.

Deve ser garantida a desobstrução dos sistemas de escoamento das águas pluviais e a retirada de inertes e outros objetos que possam ser arrastados ou criem obstáculos ao livre escoamento das águas, assim como a adequada fixação de estruturas soltas, nomeadamente, andaimes, placards e outras estruturas suspensas.

A população deve evitar qualquer tipo de atividade próxima de linhas de água, em especial nas zonas com histórico de inundações, assim como atividades relacionadas com o mar, nomeadamente pesca desportiva, desportos náuticos e passeios à beira-mar, evitando ainda o estacionamento de veículos muito próximos da orla marítima.

A prevenção passa também pela retirada de veículos, animais, equipamentos e/ou outros bens que se encontrem em zonas sensíveis a inundações e pela opção de não atravessar zonas inundadas, de modo a precaver o arrastamento de pessoas ou veículos para buracos no pavimento ou caixas de esgoto abertas.

É igualmente recomendado especial cuidado na circulação, permanência e estacionamento de veículos em áreas arborizadas, estando atento para a possibilidade de queda de ramos e árvores, assim como o reforço de estores e janelas, em especial os que estão virados na direção do vento.

O Serviço Municipal de Proteção Civil e Bombeiros  recomenda ainda à população que esteja atente às informações meteorológicas e que siga as indicações das forças de segurança e de proteção civil relativamente à evolução do quadro meteorológico adverso.