Marca Porto – Por Amaro F. Correia

O que é? Para que serve?
Já o disse e fica expresso que nada me move, pessoalmente, contra o atual Presidente do meu Clube – F C Porto – e/ou algumas figuras sinistras que geriram a minha cidade nos últimos anos.
Não os conheço e recuso…. O que sempre me norteou, foi e será a defesa da cidade e do Clube, sem negociação, como Marca. Não “pico miolos” por picar…não, recuso. Admito que não gostei, na forma e no conteúdo, como a cidade foi gerida, mas foi votado e por isso respeito, não concordando.
Nunca haverá projetos políticos perfeitos para nenhuma cidade, mas deverá haver programas sufragados. Hoje, dizem-se arrependidos. Respondo que devem retificar, lendo os programas (ex: circunvalação – projeto adiado).
No que diz respeito ao clube é a desinformação, no aproveitamento da espuma dos dias e a pouca literacia de muitos. É vida. Todos os escritos são suportados em investigação, apoiados na carteira de jornalista CO-1448 que me obriga ao dever de sigilo. Dito isto, vou cumprir o desejo de 2025 e deixar para trás a critica e a abordagem da cidade e do clube nas suas variáveis, por enquanto.
Entendo que, neste período, criar ruído não será pudente para perceber o caminho que nos próximos meses a cidade terá e, claro, mais importante, o meu clube poderá ter. Quanto ao clube: reitero todos os “piropos” que encontrei na net, nos jornais e em fóruns ao seu Presidente. Não é danoso, nem injurioso…são convicções. Não retiro nada porque não acredito que volte a fazer o FCP campeão. Este presidente é fofo, desvirtua e acima de tudo é ressabiado com um passado de glória (42 anos) que lhe deu a mão e de comer.
Respeito os amigos que estão na estrutura do FCP, mas nunca perdoarei a quem traiu o seu Presidente. Não tiveram o cuidado ao preservar a Marca Porto (sinal utilizado para identificar e distinguir produtos/serviços de empresas/organizações dos produtos ou serviços de outras empresas) que pode ser fatal para a cidade e clube.
O que me preocupa é que o Porto é marca onde o vinho, o clube e a cidade se afirmaram sem branding, muito menos rebranding e que incluía características como: Nominativa: composta por palavras, letras, números ou outros caracteres convencionais; Figurativa: composta por imagens ou desenhos; Figurativa com elementos verbais: contém imagens ou desenhos, usados com palavras, letras, números ou outros caracteres; Tridimensional: consiste na forma incluindo recipientes, embalagens ou produto, propriamente dito.
Pode e deve ser combinada com outros elementos verbais ou figurativos; sonora: composta por som ou combinação de sons; cor: composta (sem contornos) por uma cor ou combinação de cores; Padrão: constituída por conjuntos de elementos que se repetem regularmente; Posição: consiste no modo específico como a marca é colocada ou aposta no produto; Movimento: consiste num movimento ou numa alteração na posição dos elementos da marca; Holograma: composta por elementos com características holográficas; outros tipos de marca: se a marca não for abrangida por nenhum dos tipos citados a sua representação deve permitir determinar, de modo claro e preciso, o objeto da proteção conferida ao seu titular, bem como ser acompanhada de uma descrição.
Trago o assunto à discussão pelas inúmeras mensagens que vou recebendo e porque a marca é o DNA da empresa/organização e é, o que conecta o cliente ao produto/serviço. Precisa de demonstrar capacidade do negócio para atender às necessidades do consumidor, garantindo satisfação e melhor experiência a quem escolhe o empreendimento e os produtos.
O FCP como marca terá sempre de superar a centralização e reforçar o seu ADN. Um apelo veemente a todos os intervenientes para salvaguardarem a marca Porto. Os visados nestes escritos sabem que é verdade a análise e que, factualmente, a investigação centrou-se em notícias dos jornais. Poucos, mas bons e independentes.
Recordo, em tempos, sem nunca prescrever, que a esposa de um Presidente Municipal, com um carro de serviço – foi noticiado num jornal – teve um acidente no regresso do Algarve. Nunca foi acusada de peculato, a notícia foi ultrapassada e tudo ficou igual. Onde andava o Ministério Público? Todos percebemos que pagamos 4 milhões por um medicamento para as gémeas brasileiras, onde o Presidente foi negligente, no mínimo. Sou da opinião que deveria ter pago do seu bolso.
Este é o país que temos e cabe-nos a nós mudar e acreditar. Percebo que a classe política não ajuda, mas deveremos ser exigentes: fechar o ciclo do chega; o PCP é residual, por bacoquice; o BE cheira a ressabiados; CDS a exumar-se, sem expressão, com medo da próxima eleição a solo; IL pode ser um “refresh”. É altura de repensar a democracia