Linha Rubi da Metro do Porto vai sair do PRR devido a atrasos na obra

O financiamento da expansão da Linha Rubi do Metro do Porto vai sair do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), avançou o Ministério da Economia e da Coesão.

Depois do presidente da transportadora ter revelado que os prazos de execução da obra derraparam mais de um ano e que as verbas da bazuca europeia não poderiam ser usadas na totalidade, era fundamental incluir mais este investimento na reprogramação que está a ser negociada com Bruxelas, para que Portugal não perca as verbas atribuídas.

Não sendo possível concluir a expansão da Linha Rubi do Metro do Porto no prazo estipulado no PRR, o projeto sairá do âmbito do Plano“, confirmou fonte oficial do Ministério da Economia e Coesão. “Quanto à possível utilização das verbas, será avaliada em momento oportuno“, acrescentou a fonte em relação ao destino das verbas que seriam libertadas pela Linha Rubi.

A Metro do Porto já tinha admitido, em declarações à agência Lusa, que não iria aproveitar as verbas do PRR na totalidade devido aos atrasos nas obras. Sobre os motivos do atraso, a empresa referiu que “foi necessário proceder à consolidação e à qualificação do projeto, que carecia de maior maturação e de compatibilização com o território“.

Atrasos na Linha Rubi levam Metro do Porto a não aproveitar todas as verbas do PRR.

A Linha Rubi, com 6,4 quilómetros e oito estações, inclui uma nova travessia sobre o Douro, a ponte D. Antónia Ferreira “a Ferreirinha”, que será exclusivamente reservada ao metro e à circulação pedonal e de bicicletas. Em Gaia, as estações previstas para a Linha Rubi são Santo Ovídio, Soares dos Reis, Devesas, Rotunda, Candal e Arrábida, e, no Porto, Campo Alegre e Casa da Música.

O cronograma agora conhecido aponta 22 de julho de 2028 como data geral do fim das obras, três meses depois do fim da construção do tabuleiro da ponte Ferreirinha sobre o rio Douro, apontada para abril de 2028.

Já a conclusão do túnel do lado do Porto até à futura estação do Campo Alegre é apontada para março de 2027, e o túnel do lado de Gaia entre Santo Ovídio e as Devesas para abril desse mesmo ano. A conclusão da via, caminhos de cabos e salas técnicas, à exceção da ponte, é apontada para novembro de 2027. O início dos testes dinâmicos com veículo em toda a linha está apontado para maio de 2028 e a pré-operação para junho.

Quando a empreitada foi anunciada, em 2021, previam-se 299 milhões de euros totalmente financiados pelo PRR, mas mesmo antes da consignação (janeiro de 2024), em maio de 2023, os custos já tinham aumentado para 435 milhões de euros, que além do PRR seriam suportados pelo Fundo Ambiental (40 milhões de euros) e do Orçamento do Estado (OE) até 96 milhões de euros.

OC/MP