Liga Portugal| Rio Ave, 1 – Moreirense, 2 – A vitória da eficácia…

O Moreirense venceu, ontem, o Rio Ave, por 2-1, em jogo da 22.ª jornada da I Liga de futebol, onde os minhotos fizeram da eficácia a chave para o sucesso.

Rio Ave atacou muito, mas Moreirense defendeu (quase) sempre bem. Foto de JOÃO DIAS

Perante maior domínio e mais situações de perigo dos vila-condenses, os cónegos foram exímios nas poucas chances que tiveram, marcando dois golos de belo efeito por Rodrigo Alonso, aos 17 minutos, e Stjepanovic, aos 57, aos quais o Rio Ave só conseguiu responder com o tento de Jalen Blesa (42).

Com este triunfo, o Moreirense, que vinha de duas derrotas, ascende ao sexto lugar, agora com 33 pontos.

Já o Rio Ave, que somou a quinta derrota consecutiva, embora quebrando um ciclo de quatro jogos sem marcar, segue em crise, agora no 15.º lugar, com os mesmos 20 pontos.

A precisar de inverter uma série de quatro derrotas consecutivas, sem marcar, a equipa da foz do Ave entrou determinada e apresentou mudanças táticas, abandonando o habitual sistema de três centrais para alinhar em 4x2x3x1.

A alteração surtiu efeito imediato, com os vila-condenses a assumirem o controlo desde o apito inicial, pressionando alto, instalando-se no meio-campo contrário e criando a primeira grande ocasião aos cinco minutos, quando Francisco Domingues cortou em cima da linha de golo um cabeceamento de Vrousai.

O jogo foi sempre muito disputado. Foto de JOÃO DIAS

O defesa grego e o reforço Diogo Bezerra estiveram particularmente ativos nas alas, com os vila-condenses a acumularem aproximações à baliza contrária, enquanto o Moreirense revelava dificuldades na construção e em sair da pressão imposta pela formação da casa.

Contudo, contra a corrente do jogo, foram os cónegos a puxar dos galões da eficácia quando, aos 17 minutos, na primeira aproximação perigosa, Kiko Bondoso amorteceu de peito e Rodrigo Alonso disparou em arco, de fora da área, para um golo de belo efeito.

O Rio Ave não encolheu com o revés e manteve a toada ofensiva, encostando o Moreirense às cordas, somando cantos e remates, com Nikitscher a falhar de cabeça e Vrousai a tentar a sorte de longe.

A pressão intensificou-se na reta final da primeira parte, com a equipa da casa a ‘sufocar’ o adversário em zonas recuadas e a capitalizar o esforço, aos 42 minutos, com um remate do reforço Jalen Blesa, assistido por Ntoi, que ainda desviou em Stjepanovic, médio do Moreirense, antes de fixar o 1-1 com que se chegou ao intervalo.

A segunda parte começou com o Rio Ave novamente por cima, a pisar terrenos mais adiantados, mas com o Moreirense a voltar a revelar maior eficácia.

Aos 57 minutos, num lance trabalhado pelos minhotos no corredor central, a bola sobrou para Stjepanovic, que, à entrada da área, desferiu mais um belo remate, para recolocar a equipa em vantagem.

O golo voltou a “gelar” os Arcos e acentuou a ansiedade de uma equipa da casa que passou a jogar mais direto, procurando Tamble Monteiro e Blesa entre os centrais adversários.

A iniciativa ia esbarrando na estrutura defensiva organizada do Moreirense, que fechou espaços e baixou linhas, apostando nas transições rápidas conduzidas por Rodrigo Alonso e Alanzinho.

Corte “in extremis”. Foto de JOÃO DIAS

Com o avançar do relógio, os vila-condenses intensificaram a pressão, embora de forma mais emocional do que esclarecida.

Equipa minhota comemora importante vitória em Vila do Conde. Foto de JOÃO DIAS

Pohlmann, vindo do banco, ainda tentou agitar o jogo entre linhas, enquanto Vrousai procurava desequilíbrios pelo flanco direito, mas André Ferreira mostrou-se seguro sempre que foi chamado a intervir, segurando o triunfo do Moreirense.

OC/ João Dias