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Segunda-feira, Junho 17, 2024

Lambões! Nós, no Porto e no FC Porto não precisamos…só no Carnaval

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Amaro F Correia
Amaro F Correia
Docente na Atlântico Business School/Doutorado em Ciências da Informação/ Autor do livro " Governação e Smart Cities"

A minha reflexão vai para duas variáveis que estão a toldar, intencionalmente, o comportamento social de pessoas, pondo em causa a sua segurança e a condicionar um ato eleitoral que se quer livre e isento de conflitos.

Por um lado, as tv´s e os seus conteúdos, sabendo de antemão que, provavelmente, todas, mas todas, têm de  movimentar-se pelas audiências e sustentabilidade financeira a todo o custo, mas por outro, a ação da justiça, em Portugal, totalmente desacreditada – conforme sondagens – mas que insiste em momentos de puro “reality-show” para deleite das audiências.

Estranho – é um facto – como é que determinado Órgão de Comunicação Social sabe tudo, mas tudo em primeira mão. O tempo se encarregará de fazer justiça, acredito. Estou, sinceramente, espantado com o nível de insultos, maledicência e insinuações que o ato eleitoral do FC Porto esta a gerar, já para não falar nos disparates que, supostamente, alguns “super” estavam a preparar, segundo a imprensa. Se o Ministério Público (MP) interveio na perspetiva de regular atos de violência, fundamentada, concordo em absoluto…mas se o fez, em atos isolados, a pedido de qualquer associado (só por presunção), repudio a prisão de qualquer ser humano, por falta de fundamentação.

O tempo da PIDE (Polícia Internacional e de Defesa do Estado – polícia política portuguesa entre 1945 e 1969 – responsável pela repressão de todas as formas de oposição ao regime político do Estado Novo) já lá vai, há quase 50 anos, apesar de nos tentarem recordar.

Preocupa-me este estado de coisas. Sou, literalmente, contra a violência e a forma de pressão que, de forma impune, tentaram promover na Assembleia Geral do FC Porto, mas não deixo de estranhar todo o alarido. Recordo, a todos, que o que se está, presumidamente, a passar são atos que não me representam enquanto associado e que já se estariam, reiteradamente, a passar há muito tempo. Todos nós ouvíamos falar de branqueamento de capitais; todos nós víamos sinais exteriores de riqueza; todos nós sabíamos da violência gratuita das claques em Portugal. As Finanças, em Portugal, sabem a nossa vida. Porque não atuam? Ainda há pouco, aconteceu, em Famalicão, com a pseudo-extinta claque do sporting. A PSP não sabia? Não tinha relatórios? Não identificou as pessoas? Estranho. Na verdade, a questão das claques é muito mais complexa do que se pensa e o MP e as policias em Portugal são coniventes, por inação, com a insegurança gerada ao longo de décadas.

É verdade. A montanha sempre pariu um rato. É preciso assumirmos, todos(as), a responsabilidade, e só assim conseguiremos melhorar. Por exemplo, as redes sociais são meros indicadores de alguns factos que vão acontecendo, mesmo nas eleições ao meu clube. Estão atentos? Não consigo perceber, pelo caracter das afirmações, se são sócios ou não, do FC Porto, quero crer que não…nem sequer adeptos, mas preocupa-me a divisão que a candidatura de André Vilas Boas esta a fazer aos associados do FCPorto.

Pelo menos,comigo, não morrerá no esquecimento. Mas não é só nas redes sociais, também em algumas televisões, com programas de entretimento/recreativos para o efeito.

Pasmo, ainda, que alguns programas os comentadores ligados ao FC Porto não se demitam de participar, enquanto a mesma não tiver uma abordagem isenta para com o Clube. Lamento que o dinheiro fale mais alto. Tenho a certeza de que ganhe quem ganhar, o clube não vai ganhar e vamos ter um clube dividido e enfraquecido para gáudio dos mendes, diamantinos, pinto´s e nuno´s desta era da má comunicação. Curiosamente, um deles, ficou ligado ao pior que o futebol teve em Portugal: Saltillo. Sem moralidade para falar e muito menos criticar seja o que for.

Mas desta vez a culpa, não morre solteira, garantidamente. Estarei cá para apontar os responsáveis e não me calarei nem que para isso seja “preso”.

Estamos numa época de Carnaval em que nos podemos “travestir” de qualquer coisa, de qualquer personagem: polícia, pirata, cowboy. comentador desportivo, primeiro ministro, chefe de claque etc, etc, aproveitem, para exercitar o que de pior vai na vossa imaginação e tentem potenciar, nesta época, apropriadamente, já que é “Carnaval e ninguém leva a mal”.

Peço a todos a contenção e melhorias de desempenho para um país mais democrático e livre. O caminho que estamos a pisar é perigoso e sem retorno. Por isso “bote uma fantasia e caia na folia. É carnaval ”. Aqui, no Porto, são Lambões. Procurem o significado desta palavra, que é a mais tripeira do Porto. Bom Carnaval.








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