8.5 C
Porto
Segunda-feira, Maio 27, 2024

Joana Bértholo vence Prémio Fundação Eça de Queiroz

 A escritora Joana Bértholo venceu o Prémio Literário Fundação Eça de Queiroz com a obra “A História de Roma”, anunciou hoje a organização.

As mais lidas

O comunicado conjunto das fundações Eça de Queiroz e Millennium BCP,   indicou que o júri, composto por Bruno Vieira Amaral, Carlos Reis, Isabel Lucas, Luísa Mellid-Franco e Manuel Pereira Cardoso, decidiu atribuir o prémio por unanimidade.

A obra recupera a ideia da narrativa enquanto viagem, e nela o desenvolvimento de um processo de autoconhecimento. O romance explora a fronteira da ficção e da não-ficção, nunca se desviando da literatura. A errância geográfica e amorosa alicerça-se na maturidade literária e estilística da autora, que faz de ‘A História de Roma’ uma obra original, resgatando da banalidade um dos temas mais recorrentes da literatura”, justificou o júri, citado no comunicado.

A sinopse do livro, editado pela Caminho em setembro do ano passado, é a seguinte: “Duas pessoas que foram outrora um casal encontram-se passados dez anos de se separarem. Ela, lisboeta, condu-lo a ele, o estrangeiro, por diferentes percursos na sua cidade, enquanto desnovelam memórias. Na tentativa de estabelecer um passado comum, raros são os trajectos que coincidem. Resta-lhes os nomes de certas ruas, de certas cidades — Buenos Aires, Berlim, Marselha, Beirute — que se tornam topografias íntimas, que não poderão mais ser visitadas, como o nome da filha que nunca tiveram”.


O prémio tem o valor de 10 mil euros e distingue, a cada dois anos, uma obra de ficção de um autor com menos de 40 anos.

Joana Bértholo nasceu em 1982, em Lisboa, onde se licenciou em Design de Comunicação e doutorou-se em Estudos Culturais em Frankfurt, na Alemanha.

Como recorda a biografia disponibilizada pela organização ,Joana Bértholo tem recebido várias distinções, sendo as mais importantes, o prémio de melhor livro infantojuvenil da Sociedade Portuguesa de Autores, em 2018, com “Museu do Pensamento”, e o Prémio Maria Amália Vaz de Carvalho, em 2009, com“Diálogos para o Fim do Mundo”.

O Cidadão/Lusa

- Publicidade -spot_img

Mais artigos

- Publicidade -spot_img

Artigos mais recentes

- Publicidade -spot_img