IPO de Lisboa recorre a empréstimos diários de medicamentos perante falhas no abastecimento

O IPO de Lisboa tem vindo a enfrentar dificuldades no acesso a medicamentos essenciais, levando a unidade hospitalar a solicitar fármacos a outras instituições de saúde quase diariamente.
De acordo com dados recentes, a lista de medicamentos em falta inclui pelo menos 17 substâncias, abrangendo desde analgésicos comuns, como o paracetamol, até tratamentos oncológicos. Perante a escassez, o hospital tem recorrido a uma rede de cooperação com unidades do Porto, Faro e Évora para garantir a continuidade dos cuidados.
Profissionais de saúde alertam para sinais de pressão no sistema, admitindo situações de racionamento. Ainda assim, a administração assegura que não houve interrupção de tratamentos, sublinhando que os pedidos entre hospitais fazem parte de um mecanismo de gestão preventiva de stocks.
Especialistas apontam fragilidades no modelo de aquisição de medicamentos, nomeadamente a ausência de compras centralizadas eficazes, o que pode comprometer a previsibilidade no abastecimento e aumentar os custos.
O caso do IPO de Lisboa reflete um problema mais alargado no Serviço Nacional de Saúde, onde a escassez de fármacos tem vindo a levantar preocupações quanto à capacidade de resposta do sistema perante situações críticas.
OC/VL