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Segunda-feira, Maio 27, 2024

História do Rock: 2ª Parte – Por António Ferro

Revolucionário e subversivo, o rock dos anos 50 rompeu com paradigmas sociais, raciais e sexuais, abrindo o mercado para os jovens, para uma população negra ainda segregada pelos estados sulistas e abrindo portas ao movimento pelos direitos civis.

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 Invadiu os lares das famílias brancas de classe média, via rádio e TV. O mundo nunca mais seria o mesmo e a reação conservadora não conseguiu parar o rock’n’roll. Alguns nomes são primordiais no desenrolar dos anos 50: Buddy Holly, Johnny Cash, Jerry Lee Lewis, Little Richard, Chuck Berry e Elvis Presley.

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Bussy Holly/Direitos Reservados

Buddy Holly, sobre ele, o compositor Don Mclean escreveu a canção “O dia em que a música morreu”, sobre o acidente de viação de Holly, que foi um tremendo sucesso comercial e que lhe retirou a vida tão precocemente. De origem texana, era um dos maiores talentos da sua geração e curiosamente tornou-se mais popular em Inglaterra do que nos Estados Unidos. A sua sonoridade influenciou os Beatles e os Rolling Stones, por exemplo.

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Direitos Reservados

Johnny Cash, embora de enorme influência do country, Cash despontou em 1957, curiosamente no mesmo ano em que os “roqueiros” Chuck Berry, Jerry Lee Lewis e Litlle Richards se tornaram famosos. O filme “Johnny e June” de 2005, espelha bem o que acabo de afirmar. Na música de Cash, as letras têm uma importância muito marcante, já que mostram o lado mais sombrio da natureza humana. Talvez por essa razão, tenha sido o primeiro a fazer atuações para presidiários. O álbum “Live at Folsom Prison”, gravado em 1968, precisamente na penitenciária da Califórnia,  tornou-se uma das obras mais célebres da sua discografia. No ano da sua morte, 2003, criou uma nova versão para a música “Hurt” da banda Nine Inch Nails.

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Jerry Lee Lewis / Direitos Reservados

Jerry Lee Lewis, influenciado pela música caipira que sempre esteve presente no seu repertório, foi a forma frenética e ousada como o seu piano abraçava o boogie-woogie que o deu a conhecer ao mundo. As suas músicas possuíam um andamento frenético acompanhadas por uma forma endiabrada de se apresentar em palco (que incluía o piano em chamas…). O seu casamento com uma prima de apenas 13 anos de idade, se transformou num escândalo nacional nos Estados Unidos.

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Little Richard/Direitos Reservados

Litlle Richard, ficou sempre “comprimido” entre dois mundos. Por um lado os brancos racistas ele representava o “demónio negro” que transportava essa energia sexual que ameaçava a estrutura familiar conservadora, para as comunidades afro-americanas, principalmente os grupos religiosos, era uma figura degenerada e efeminada que se tinha “vendido” às comunidades brancas. Nas suas atuações, seguindo um pouco o exemplo de Jerry Lee Lewis, martelava e pulava no piano, enquanto a sua forma de cantar se tornava mais em gritos e sons ruidosos. Sempre saltitando entre a música de igreja e o rock, deu grandes canções ao mundo, onde ressalvo uma das mais conhecidas canções – “Tutti Frutti”.

Chuck Berry
Chuck Berry/Direitos Reservados

Chuck Berry, muito pouco sociável, mesmo quando Keith Richards (Rolling Stones), organizou a comemoração dos seus sessenta anos, foi sempre muito indisciplinado. Chegava com a sua guitarra, não ensaiava e a banda que viesse atrás… Ao mesmo tempo, foi graças a ele que a guitarra se tornou um símbolo para a geração jovem. Foram muitos os guitarristas que o seguiram: Keith Richards, Eric Clapton, Jimi Hendrix, Steve Ray Vaughan, etc…
Foi também o compositor mais prolífero do rock dos anos 50. Canções com “Roll Over Beethoven”, “Johnny B. Good” “Maybelline”, foram interpretadas por: Beatles, Peter Tosh e até Simon and Garfunkel.

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Elvis Presley/Direitos Reservados

Elvis Presley, e agora chegou a altura de apresentar o nome mais conhecido mundialmente, provavelmente por ser o primeiro branco a tocar “rock’n’roll”…
Considerado um semideus da música pop americana, fica para a história o Elvis de Las Vegas, nadando em sandwiches com pasta de amendoim. O rapaz loiro do Mississippi, que em determinada altura passou a pintar o cabelo de preto e que se mudara para Memphis. A sua forma de tocar blues em estilo country e a sua forma de dançar sensual cedo atraiu as garotas… Com ajuda der Tom Parker, o repertório foi mais orientado para as comunidades brancas, tornando um cantor mais romântico ao estilo de Dean Martin. Um dos seus temas mais conhecidos “It’s Now or Never” é uma versão da canção napolitana “O Sole Mio”. A sua participaçã como ator em muito aumentou o seu sucesso e em 1968 com o seu programa de TV “NBC Special”, bate recordes de audiência. O seu disco “From Elvis in Memphis” atinge vendas incalculáveis com as canções como “In the Ghetto”.
Curiosamente depois de infindáveis digressões nos anos 70, vê o seu show como o primeiro a ser transmitido via satélite.

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