(H2H) Provedores nas autarquias

Ter um Provedor é essencial numa autarquia, com ligações à comunicação e ao Marketing. É a pessoa que tem de estar mais atenta aos seus munícipes. Sempre fui defensor de lugares de Provedores de Munícipes, nas autarquias, pela simples razão que é aqui que se joga o sentir, o pulsar dos municípios, tenham eles ou não, dimensões marco ou micro. Um Provedor deve ser estar disponível, sempre; um provedor tem de ser conhecido e reconhecido pelos seus munícipes ao longo do seu mandato, com utilidade; um provedor deve ter canais de comunicação abertos, 24 sobre 24, de forma a dar resposta aos problemas das pessoas. Um provedor deve propor mais inclusão, mais integração e políticas de orientação autárquica, propostas pelo Presidente; Um Provedor deve ouvir, escutar e olhar com atenção todos os sinais e deve sentir “as dores” dos seus munícipes.

Nunca fui apologista de provedores “jet-set” porque não cumprem o papel básico de proximidade, como tem acontecido em variadas Câmaras, mas sim, pessoas integradas nas comunidades autárquicas, reconhecidas pelos seu trabalho e empenho. Um Provedor de uma autarquia é um de Nós. A criação de uma Gabinete de Inclusão pode e deve ser incluida nas competências de um Provedor, já que este presta atendimentos especializados a pessoas com deficiência, incapacidade ou necessidades especiais bem como os seus familiares. Um Provedor deve ter esta sensibilidade e atenção de forma a disponibilizar um conjunto integrado de meios acessíveis à informação e resolução de questões, com vista a melhorar a qualidade de vida das pessoas no pleno exercício da sua cidadania.

Um Provedor, na sua essência, disponibiliza recursos ou serviços fundamentais ao utilizador e/ou cidadão. Existe a figura em sentido amplo que é qualquer pessoa ou entidade, que provê (fornece) bens ou serviços, satisfazendo as necessidades, como um fornecedor de alimentos ou um provedor de um serviço específico. As vezes sinto que o Provedor é menorizado nas funções, mas não concordo, porque é uma personalidade que goza, em geral, reputação de integridade e independência relativamente as áreas de atuação. Costuma ser reconhecido pelos seus pares e considerado com conhecimentos bastantes sobre a autarquia ou área de intervenção, seja social ou outra. O papel é servir de mediador entre os elementos que representa, as instituições, as pessoas, nas eventuais situações problemáticas que surjam no decurso do seu funcionamento.

A minha vida tem sido pautada, na academia, por esta mediação que previne muitas situações menos recomendáveis. Aos Provedores do futuro desejo proximidade e resiliência com os munícipes e que defendam de forma intransigente, independente as instituições e as pessoas. Só assim faremos crescer o país.

Nesta vertente aconselho os provedores a aplicarem a metodologia de marketing H2H. Todos ficarão a ganhar. O Marketing H2H tem como princípio as pessoas e as relações humanas. “H2H is a people-centered company model that is revolutionizing how we interact with customers and organize marketing.”. Co-criem a pensar nas pessoas!