Festival Raízes destaca identidade transmontana em Macedo de Cavaleiros

A identidade transmontana foi o centro de gravidade da edição deste ano do Festival Literário Raízes, que se realizou entre 19 e 20 de julho, em Macedo de Cavaleiros. Com o tema “Da palavra à Paz”, o evento reuniu dezenas de autores, leitores e entusiastas da literatura, numa celebração plural da palavra, da memória e da criatividade da região.

Durante três dias, o festival promoveu mais de vinte atividades, entre encontros com escritores, lançamentos de livros, recitais, exposições, sessões de autógrafos, workshops, debates e uma vigília poética pela paz. Em paralelo, decorreu uma Feira do Livro, que ajudou a aproximar o público das obras e dos autores participantes.
Entre os escritores presentes estiveram Miguel Pires Cabral, João Pedro Mésseder, Idalina Brito, António Carneiro, C. A. Afonso, Nuno Pires, A. M. Pires Cabral, Agostinho Santos, Pedro Branco, J. B. César, Adelaide Monteiro, Concha López Jambrina, Júlia Lello, António Carlos Santos, Alexandre Hoffmann Castela e José Pedro Leite.
O festival teve como palco principal o auditório do renovado Mercado Municipal, mas estendeu-se ao Parque Urbano Eng. Luís Vaz e à Albufeira do Azibo, onde decorreu um passeio literário que cruzou natureza e palavra.
“Este festival, que pretendemos periódico, pretende espelhar a imensa riqueza e diversidade cultural dos diferentes territórios transmontanos e das suas gentes”, afirmou Benjamim Rodrigues, presidente do município de Macedo de Cavaleiros. O autarca destacou ainda o papel do evento como “polo aglutinador da criatividade que sai da região, para benefício de todo o País e dos portugueses espalhados pelo mundo”.
O último dia do Raízes, domingo, 21 de julho, foi assinalado com um Almoço Literário, seguido do passeio à Albufeira do Azibo, encerrando com uma mesa-redonda sob o tema “Ser escritor: porquê”, com a participação de Júlia Lello, António Carlos Santos, Alexandre Hoffmann Castela e José Pedro Leite.
OC/RPC