Feriado municipal de Montalegre marcado por inauguração de relevo

As comemorações do feriado municipal de Montalegre ficaram marcadas pela inauguração do Centro SIPAM do Barroso (Sítios Importantes do Património Agrícola Mundial), um espaço que pretende dinamizar a certificação atribuída pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO) ao território do Barroso — único em Portugal com esta distinção.
Instalado no antigo Centro de Formação Agrícola de Aldeia Nova, este novo equipamento representa um investimento na identidade coletiva da região e nas suas práticas agrícolas, florestais e pastoris. O centro integra o Centro de Demonstração e Prova de Produtos Endógenos, o Centro de Interpretação do Território e o Centro de Apoio à Realização de Atividades de Montanha e Interpretação da Paisagem.
“É um verdadeiro gosto abrir pela primeira vez as portas deste equipamento, que tão boa nota dá daquilo que nós fomos, daquilo que somos e daquilo que queremos ser. Este centro é a casa do Barroso. Foi requalificado para acolher investigadores, visitantes, alunos e produtores. Aqui vamos estudar, degustar, demonstrar e, sobretudo, valorizar aquilo que nos distingue. Mas só o orgulho não chega. Precisamos que os agricultores, sobretudo os jovens, possam viver da terra com dignidade e viabilidade económica. Este espaço será visitado, revisitado e lembrado, porque é feito com alma, com verdade e com visão”, afirmou Fátima Fernandes, presidente da Câmara de Montalegre.
“Este espaço é um símbolo de compromisso com a preservação do património, de valorização dos produtos endógenos e a promoção de um desenvolvimento sustentável que honra o passado e projeta o futuro”, referiu Guilherme Pires, presidente da Câmara de Boticas.
A infraestrutura visa também acolher investigação e conhecimento, como sublinhou Orlando Rodrigues, presidente do Instituto Politécnico de Bragança: “Só podemos valorizar aquilo que conhecemos profundamente. É essencial acrescentar investigação, estudo e conhecimento às práticas tradicionais”.

José Matias, da CCDR-Norte, destacou a importância do reconhecimento SIPAM se traduzir em impactos concretos: “As medalhas valem pouco se não gerarem benefícios para quem todos os dias trabalha a terra”.
Este investimento foi financiado pelo programa Norte 2020 e promete tornar-se um centro de referência para o estudo, promoção e desenvolvimento do Barroso.
OC/AF