FC Porto sagra-se campeão nacional de basquetebol dez anos depois

gO Dragão Arena viveu este domingo uma noite histórica. O FC Porto sagrou-se campeão nacional de basquetebol ao superar o Benfica por 75-71, no quarto jogo da final do playoff da Liga Betclic, numa partida disputada até ao último segundo. 

O FC Porto sagrou-se campeão pela 13.ª vez na sua história, somando aos títulos conquistados em 1951/52, 1952/53, 1971/72, 1978/79, 1979/80, 1982/83, 1995/96, 1996/97, 1998/99, 2003/04, 2010/11 e 2015/16. Os dragões mantêm-se na segunda posição do palmarés, bem distantes do Benfica que lidera com 31 títulos, mas com mais quatro do que o Sporting, a terceira equipa mais titulada do país. E fazem-no da melhor forma: interrompendo a série de quatro campeonatos consecutivos do Benfica, que procurava alcançar o pentacampeonato. 

O momento que vale uma década de espera. Miguel Queiroz, capitão e símbolo do FC Porto, recebe a taça de campeão nacional das mãos do Presidente da FPB, João Carvalho. Foto de ANTÓNIO PROENÇA | O Cidadão

Primeiro quarto — equilíbrio na Dragão Arena

O equilíbrio foi a nota dominante nos primeiros dez minutos, com constantes trocas na liderança e um Benfica claramente mais consistente do que no jogo anterior. Ainda assim, os portistas foram mais eficazes nos momentos decisivos e fecharam o período na frente, com o marcador a registar 18-17 para o FC Porto. 

Segundo quarto — triplos a abrir caminho

Três triplos consecutivos de Corey Allen obrigaram o técnico do Benfica, Norberto Alves, a parar o jogo, com o FC Porto a construir um parcial de 9-0 que permitiu abrir vantagem (30-26). Os azuis e brancos chegaram ao intervalo a controlar o encontro. Ao descanso, o marcador registava 37-35 para o FC Porto.

Da linha de três pontos, Corey Allen aponta ao cesto. O FC Porto converteu 12 triplos na noite do título, mais quatro do que o Benfica. Foto de ANTÓNIO PROENÇA | O Cidadão

Terceiro quarto — Benfica dá a volta

O terceiro período foi o mais difícil para os portistas. Os encarnados reagiram com determinação e conseguiram inverter o resultado, chegando à frente no marcador ao fim do terceiro quarto: 55-57 para o Benfica. A tensão instalou-se no pavilhão e o título voltou a estar em aberto.

Quarto quarto — drama até ao último segundo

O último período foi de cortar a respiração. Corey Allen-Williams foi a grande figura da final, com 31 pontos e 3 assistências, incluindo 7 em 12 tentativas de três pontos — o único jogador portista a marcar na casa das dezenas.

Corey Allen eleva-se sob a marcação de Broussard num Dragão Arena em delírio — o homem dos 31 pontos na noite do título. Foto de ANTÓNIO PROENÇA | O Cidadão

Se o norte-americano, foi decisivo ao longo de toda a eliminatória e rubricou este domingo a sua melhor exibição num momento de máxima pressão, o prémio de MVP das Finais acabou por reconhecer a consistência de Cornelius Hudson ao longo de toda a eliminatória. O extremo norte-americano terminou a série com médias de 18,5 pontos, cinco ressaltos, 1,3 assistências e 2,3 roubos de bola, com uma valorização média de 14,6, sendo peça fundamental na consistência competitiva dos novos campeões nacionais. O momento mais alto de Hudson ficou registado no segundo jogo da final, na Luz, onde assinou 41 pontos numa das melhores exibições individuais de sempre numa final do basquetebol português — o cesto que, no prolongamento, sentenciou a vitória e virou definitivamente a eliminatória a favor dos dragões.

Cornelius Hudson – Prémio de MVP das Finais. Foto de ANTÓNIO PROENÇA | O Cidadão

Miguel Queiroz revelou-se também fundamental, com 9 pontos, 7 ressaltos e 3 assistências

Do lado do Benfica, Aaron Broussard tentou tudo para forçar um quinto jogo, anotando 25 pontos, com Aleksander Dziewa a destacar-se igualmente com 17 pontos e 10 ressaltos

O desfecho chegou a seis segundos do fim: Miguel Queiroz converteu um lance livre decisivo para o 75-71, depois de McEwen ter falhado o triplo que poderia ter forçado o prolongamento — o mesmo Queiroz que há 12 anos marcara o cesto do título do Dragon Force na Proliga.
A formação de Fernando Sá dominou na luta das tabelas com 34 ressaltos contra 27, e marcou mais quatro triplos do que o Benfica, 12 em 31 tentativas contra 8 em 23, apesar da má percentagem nos lances livres, com 59% versus 81% do Benfica.

A festa no Dragão Arena

Quando o árbitro apitou para o fim, o Dragão Arena explodiu. Na altura de levantar a taça, a vitória foi celebrada de forma efusiva no Dragão Arena, onde jogadores, equipa técnica e adeptos assinalaram o fim de uma década de espera por um novo título nacional.

FC Porto – Campeão Nacionail de Basquetebol 2025/2026. Foto de ANTÓNIO PROENÇA | O Cidadão

Foto de ANTÓNIO PROENÇA | O Cidadão