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Domingo, Maio 19, 2024

Falemos do seu Teatro – Por Alfredo Correia

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Alfredo Correia
Alfredo Correia
Actor/Encenador

O seu a seu dono.
Não chamei, não chamo!
Deixo a água benta para quem quiser utilizar.

Não estou de acordo e lamento que assim sejam… alguns Amadores e Profissionais.
Na continuidade das “CONVERSAS de Amantes de TALMA”, que, recentemente restabelecemos, (apesar de o considerar , mais um “amantizado de Talma”) venho a PALCO dar-lhe os parabéns pela forma como escreveu este último «argumento na NET».

Foi diferente! Mostrou que, quando está de acordo escreve – escorreito-, quando não está ou prefere apenas «argumentar na NET», escreve com erros … e não diz coisa com coisa. Chego a pensar que , não é a mesma mão ou a mesma boca que escreve.

Com os pés sei que não é, pois resolvi ENTRAR NOS SEUS SAPATOS e deixar-me levar por aí.. E o que vi?

Vi que é um exemplar contribuinte do FORUM da ANTA ; ( que, vai ao pormenor até, de nos dar notícias do cantor José CID. Já tinha reparado, pois já nos brindou com umas letras de cantigas que o HORÁCIO costuma meter a ridículo no LEVANTA-TE.) e o virtual “EURÍPEDES INTERNET”.

Sei que tenho ajudado , mas quando cá cheguei, já cá “o melro” andava há muito.
Claro!…Com outros heterónimos como PESSOA que é, e se preza.
Está lembrado?
Eu só entrei na altura do Jerónimo – “O Capitão Gancho”, e depois, apareceu a “Querida Lúcia”.

Não julgue que foi fácil andar dentro dos seus sapatos? Aquele “joanete” e o pé direito, chato! Convenhamos que não é nada cómodo, mas , resolvi bem, coloquei uma palmilha, não a DENTADA, mas a outra de cortiça, com tala.

Neste passear (com sapatos alheios) –eles levaram-me- , fui parar a um dos Salões mais bonitos da Cidade, para assistir a um Sarau de Poesia.
Enquanto aguardava o seu início, li atentamente o programa- de forma tríptica, em papel couchè de 2 faces e com impressão em quadricromia- , quando, de repente, os sapatos (os seus) batem os tacões e puseram-me em sentido. Acabara de entrar uma senhora ,- uma senhora mesmo- bem vestida, com um vestido de cor azul petróleo, bonita mesmo. Toda a gente olhou, mirou e remirou. Reparei aí que ninguém estava vestido daquela moda. Eu, muito menos.

Um senhor de laço e fato preto avisou que ia começar o sarau.
Sorte das sortes, a senhora bonita e bem vestida, sentou-se na cadeira almofadada de cor granã, junto de mim- a meu lado- . Cheirava a um perfume que não conheço o nome. Também não percebo nada de perfumes de mulher- só conheço o da Rita Lee-, mas parecia-me … do tipo ” florentina”.

O problema é que me olhava demasiadamente para os sapatos. Fiquei preocupado! Não sabia se era do cheiro que de baixo vinha e lhe entrava pelas narinas ou se conhecia o dono dos sapatos ! Muito mais preocupado fiquei.

Mas, o mais inesperado , foi , quando cruzou a perna- para o meu lado- de forma que eu visse a barriga da dita ,balançando ,o que chamou a minha atenção. Então, reparo, que debaixo daquele vestido cor Azul Petróleo, que lhe cobria as pernas até ao tornozelo, trazia, por baixo dos sapatos, também bonitos e de bom cabedal azul, umas peúgas de homem, amarelas.

De repente, pensei! Será o dono dos sapatos, disfarçado, que me seguiu? Não pode ser! Não ia rapar o bigode…

Lembro-me que era – uma quinta-feira- 1 de ABRIL e acordei sobressaltado. Tinha fechado os olhos ( passei pelas brasas), quando comecei a ler o programa.
Fiquei aliviado. Foi apenas um pesadelo.

Olhei para o lado, que supostamente, no sonho, tinha visto a tal senhora bonita de vestido  Azul Petróleo, e deparo-me com um senhor de porte e com ares de doutorado. Talvez um Docente, decentemente vestido, que me fez lembrar a sua última troca de «argumentos na NET», quando diz:
«… ensinar a tolerância por outras formas de vida e não um respeito canino pelos outros, ensina-los a pensar! Interrogarem-se e terem opiniões fundamentadas, e críticas, no meu trabalho faço isso,…».
E se acrescentar ao significado das suas palavras:
– ficamos ; ao nosso lado ; andamos ; nossos fregueses ; deixamos, e …..
quando as suas palavras se destinam ao teatro, e diz:
-« não se propõem textos novos ; novas temáticas ou novas abordagens temáticas »
o que afinal, se percebe, quando diz:
– « pois a minha missão, aqui, é despertar as consciências para algo que os utilizadores deste forum não estarão ainda preparados, um teatro de um novo milénio…»
e continua a falar de “teatro”:
– « um teatro alternativo; teatro como performance; teatro-dança; ou mesmo instalações,…explicando exactamente o que tudo isso significa aos outros e nunca ponde-se de fora ( REPITO) -ponde-se de fora-, da tarefa gigantesca e sempre inacabada, que é ensinar».

Caro Sotor Melro!
Olhe que a mim também me dá uma risota “fantáastrica”! Se quer dizer”Fantasia Trágica”.
Cuidado com a chatice do pé direito e não dê passos maiores que a perna.
O novo milénio só agora começou.
Sabe, que, saber andar com os sapatos dos outros é uma boa ajuda,para conhecer melhor os seus donos. Mas, devagar.
És de facto um infante terrivelmente convencido que convences. O Teatro Associativo é outro, bem diferente.

Caro Associativista Teatral
Diga-me que teatro é o da sua Associação?
Basta falar desse tal “ teatro alternativo” e dos seus “alternes”? Ou então, desse “teatro como performance”? Ou melhor, desse , mesmo “instalações”?
É que nós, de instalações, estamos muito mal.

FALE-ME DO SEU TEATRO e não “ponde-se de fora”, será melhor o convívio e ou como diz: «a troca de argumentos na NET» .
Abra esse livro.
Muito obrigado pelo passeio dos “calcantes”
Sempre
Alfredo Correia

 

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