ETFs ou Fundos de Investimento?

Terminando o ciclo de crónicas sobre os instrumentos financeiros principais, disponíveis para as famílias, existentes para aplicação das poupanças em alternativa aos depósitos bancários tradicionais, o tema deste artigo é sobre Fundos de Investimento e em particular sobre ETFs (Exchange Traded Funds).
Começo por afirmar que estes instrumentos financeiros, para quem não é especialista, me parecem muito boas opções, sobretudo, para quem quer diversificar os seus investimentos na busca de melhores rentabilidades e está disponível para correr mais ou menos riscos.
Um fundo de investimento é um instrumento financeiro, que reúne montantes de diversos investidores e que é aplicado em ativos muito diversificados, como ações, obrigações, imóveis e até matérias-primas, beneficiando os subscritores do fundo, da rentabilidade gerada pela valorização desses ativos, obviamente, associada também, ao risco que cada um também tem subjacente.
As vantagens destes investimentos, resultam da experiência e do conhecimento das equipas especializadas que os gerem, da possibilidade de através de um montante reduzido, investir em mercados de elevada dimensão e em países e setores de atividades diversificados, com exposição a múltiplos ativos e que, portanto, acomodam com facilidade, um mau desempenho de uma empresa ou setor, com evolução menos favorável. Portanto, são excelentes para a diversificação, que é tão importante nos investimentos.
Para além dos riscos que não devem ser ignorados, geralmente não garantem o capital investido e podem registar, sobretudo no curto prazo, oscilações significativas na sua cotação. Os fundos de investimento, têm associadas algumas comissões, de gestão, eventualmente de subscrição e/ou de resgate, a que se deve estar atento, na tomada de decisão sobre qual o fundo a subscrever!
Os ETFs funcionam de forma semelhante aos fundos tradicionais, mas são transacionados em Bolsa como se fossem ações, podendo ser comprados vendidos ao longo de apenas uma sessão do mercado. São geridos de forma mais passiva, pelo que tendem a apresentar comissões inferiores aos restantes fundos. Estas características, associadas a boas rentabilidades, têm sido muito impulsionadoras do sucesso que alguns ETFs têm vindo a conseguir junto dos investidores, nomeadamente dos mais jovens.
A escolha entre estes 2 tipos de investimento muito semelhantes, dependo do perfil de cada investidor. Quem valoriza a gestão ativa, ainda que, com comissões mais elevadas, preferirá os fundos tradicionais. Quem pretende custos mais baixos e maior flexibilidade de negociação, embora com gestão passiva, optará pelos ETFs.
Estes instrumentos constituem ferramentas muito eficazes para diversificar os investimentos e alcançar melhores rentabilidades. No entanto, para que se consiga o sucesso adequado às expectativas de cada um, é fundamental uma avaliação muito consciente das vantagens e dos riscos envolvidos. Recomenda-se que se analise, antes do investimento, com muita atenção, toda a informação obrigatoriamente disponível e a decisão deve considerar os objetivos financeiros que cada um pretende atingir, o horizonte temporal e sobretudo o conhecimento e tolerância aos riscos envolvidos.
OC/JR