Estudantes de Setúbal elegem prioridades para enfrentar alterações climáticas

Três dezenas de estudantes da Escola Superior de Tecnologia do Instituto Politécnico de Setúbal participaram numa sessão de votação das medidas prioritárias do Plano Municipal de Ação Climática (PMAC), integrado nas Jornadas de Ambiente de Setúbal e na II Semana da Sustentabilidade.
A iniciativa resultou na seleção de medidas em sete eixos temáticos do plano: governança, comunicação, educação ambiental, planeamento e uso do solo, mobilidade, energia e economia circular.
Entre as prioridades eleitas pelos alunos destacam-se:
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A introdução de incentivos para construção sustentável nos regulamentos municipais;
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A expansão da rede de ciclovias e o Passe Navegante Municipal;
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O aproveitamento de energia solar térmica em edifícios públicos.
Outras medidas valorizadas foram o Plano Estratégico para as Águas, o Plano de Contingência para a Seca, uma aplicação móvel de economia circular e atividades de sensibilização da Associação Bandeira Azul.
Cristina Coelho sublinhou a importância de envolver os jovens nas decisões climáticas locais, lembrando que 60% do território de Setúbal é área protegida. “Quanto menos mitigarmos, mais vamos sofrer. As alterações climáticas são uma questão do presente”, afirmou.
O PMAC de Setúbal, aprovado em abril, integra o PLACC – Arrábida, um plano desenvolvido pelo Centro de Estudos Geográficos do IGOT, em articulação com os concelhos de Setúbal, Palmela e Sesimbra, para reforçar a resiliência do território às alterações climáticas.
Este documento identifica riscos como inundações costeiras e estuarinas, erosão, incêndios, ondas de calor e secas severas. Em cenários projetados até ao final do século, prevê-se, por exemplo, que algumas zonas ribeirinhas possam ser inundadas uma vez a cada dez anos e que os dias com temperaturas acima de 35ºC possam duplicar ou triplicar.
OC/AM