Espetáculo “A Memória do Aqueduto” estreia no Porto

Cartaz Aqueduto. Porto

O projeto artístico “A Memória do Aqueduto” estreia a 15 de maio no Porto, com sessões às 21:00 e às 23:00, no Reservatório de Água do Amial, um espaço desativado que acolhe este novo trabalho do coletivo Visões Úteis. A peça integra a programação da 48.ª edição do FITEI – Festival Internacional de Teatro de Expressão Ibérica.

Em ambiente trip-SciFi-retro-político, o espetáculo propõe uma viagem sensorial que questiona a potabilidade da água e o risco de colapso do saneamento. “E se a água que sai da tua torneira só fosse potável na versão premium que não podes pagar? E se o saneamento ameaçasse afogar-te? E se a solução para nos salvar estivesse no aqueduto construído por Adriano, o Imperador romano? ‘A Memória do Aqueduto’ é uma peça para engenheiros e pessoas reclinadas, num reservatório de água, em modo de trip-SciFi-retro-político.”

A peça decorre também nos dias 16, 17, 19, 20 e 21 de maio, sempre às 21:30, com uma duração aproximada de 75 minutos. Carlos Costa, dramaturgo e encenador, realça que a produção é um “convite sensorial à imersão”, num espaço de património subterrâneo, onde a ficção científica se cruza com preocupações ambientais reais.

A narrativa apresenta dois engenheiros, um do Porto e outro de Atenas, “em demanda de soluções para os problemas distópicos em que as suas cidades arriscam flutuar ou afundar: a água que deixa de ser potável e o saneamento que ameaça engolir-nos”, como refere a sinopse.

Inspirado nos aquedutos antigos e nas redes subterrâneas, o projeto pretende evidenciar a importância da água e dos sistemas públicos de abastecimento, homenageando o trabalho invisível das equipas de gestão de águas e saneamento. “Acreditamos que as redes subterrâneas, correndo em todas as direções, poderão funcionar como uma metáfora (mais ou menos contrastante) com tudo aquilo que à superfície nos divide em termos culturais, sociais e políticos”, observa Jorge Palinhos, colaborador na dramaturgia.

Antes da estreia, o projeto desdobra-se em atividades de mediação social no Bairro do Carriçal, em parceria com a FAP e Águas do Porto, envolvendo visitas educativas e oficinas sobre o ciclo da água.

OC/RPC