Emancipação feminina

Entende-se por emancipação feminina a luta pela obtenção de direitos e autonomia plena das mulheres.

Em Portugal, há apenas 51 anos (graças ao 25 de abril de 74) é que as mulheres, finalmente, obtiveram autonomia plena e os mesmos direitos e deveres dos homens. Porém, será que esta luta acabou no séc. XX? Na minha opinião, não. No meu ponto de vista, a luta acabou de começar.

Se olharmos para os nossos continentes vizinhos, e até mesmo para o nosso, vemos que algumas mulheres, imigrantes e locais, não têm autonomia nas suas vidas. Tomemos, por exemplo, países como o Afeganistão, Iémen, Arábia Saudita e muitos outros do Médio Oriente, onde são levadas a cabo decisões políticas que põem em causa a vida de milhares, se não milhões, de mulheres. Nestes países, onde o homem é considerado chefe de família, as mulheres só têm deveres domésticos.

Por um lado, é muito importante aceitar as tradições e ideologias de todos. Porém, quando esses costumes e crenças passam a ser eticamente errados, há que saber parar. A emancipação não é só uma questão de identidade, é um compromisso com a Humanidade.

Homens e mulheres deviam lutar em conjunto e não um ser superior ao outro. Até em países desenvolvidos, e que se dizem civilizados, existe, sem sombra de dúvida, negligência para com esses assuntos. Por exemplo, os EUA, onde é considerado preferível eleger para o cargo máximo do país um ex-suspeito de abusos sexuais com menores em vez de uma mulher negra.

Outra luta no âmbito da emancipação feminina é a questão da igualdade salarial e da paridade. Ainda existe, em Portugal, e no resto do mundo, desigualdade laboral, onde um homem com as mesmas competências de uma mulher fica com o cargo mais elevado só por ser do sexo masculino. Não é justo para uma mulher não poder obter o seu emprego só por ser do sexo feminino. Será que é correto denegrir o trabalho de uma mulher, só por ela ser mulher? De lhe dar um salário mais baixo, de não poder progredir na carreira? Pergunto-vos agora, se é verdade ou não, que a luta pela igualdade entre homem e mulher acabou.

Apesar de todos os progressos, teremos ainda muito por que lutar. Não só pelas mulheres portuguesas, mas também pelas mulheres do mundo inteiro.

Lutar para que elas sejam autónomas, para que tenham direitos políticos, direito à escolaridade, direito à vida! Volto a referir – a emancipação não é só uma questão de identidade. É um compromisso com a Humanidade.