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Domingo, Maio 19, 2024

Dores de Crescimento

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Maria José Pessoa
Maria José Pessoa
Professora de Filosofia

Mudança. Movimento. Vida.

Dar à luz um jornal, dar à luz um filho, dar à luz a paz num tempo – se é humano – sempre habitado pela ameaça da guerra, implica esforço, dor, sangue, suor e lágrimas, com os olhos fitos na esperança de ainda ser possível. De ainda vir a ser possível cada um, cada uma, ter ao menos um gesto em direção a um futuro de bem-estar comum. Dar de si algo que seja parte do mundo que se quer vir a ver.

Saber, poder e querer comunicar será a base da sociedade que preza a liberdade, a solidariedade, a segurança, a possibilidade de cada cidadão, cada cidadã desenvolver ao máximo as suas potencialidades.

De cada vez que surge um meio que venha facilitar a concretização do que anteriormente foi referido, temos o dever de o celebrar – e que melhor forma há para tal do que dar uso a esse meio para fazer ouvir a nossa voz e escutar a voz dos outros, dialogando, refletindo, ponderando sobre a argumentação que venha defender cada ponto de vista, sem preconceitos abusivos, sem tentações de cegueira seletiva, sem fazer orelhas moucas em relação ao que não se quer ouvir ou ler (ler é outra forma de ouvir)? Abracemos a proposta de fazer da dor do embate com aquilo que é diferente, oposto, diverso, a melhor ocasião para crescer, em respeito mútuo e buscando o acordo que congregue as perspetivas debatidas, de forma equilibrada e, muito provavelmente, nunca definitiva. Porque vida é movimento. É mudança. A que constrói os projetos de cidadania.
Bem vind’O Cidadão.

 

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