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Domingo, Fevereiro 25, 2024

Criança de Guimarães obrigada a percorrer 360 quilómetros para ser operada de urgência em Lisboa

Segundo a SIC - notícias, uma criança de Guimarães, devido ao encerramento de diversas urgências na região do Minho, teve de  fazer mais de 350 quilómetros para ser assistida de urgência e operada no Hospital Pediátrico D. Estefânia, em Lisboa

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Ainda segundo a estação televisiva, fonte hospitalar referiu que “criança entrou na unidade hospitalar de Lisboa pelas pelas 17.00; vinha do Hospital de Guimarães e necessitava de uma intervenção cirúrgica urgente.”

É um caso elucidativo das limitacões e do fecho de serviços por falta de médicos para assegurarem as escalas.” – segundo a mesma fonte hospitalar, citada pela SIC – notícias

A informação foi confirmada à Lusa pelo Centro Hospitalar Universitário de Lisboa Central (CHULC).

Esta situação afeta na atual semana 33 serviços de urgência do Serviço Nacional de Saúde.

Quanto ao estado da criança, até ao momento o “D. Estefânia” não divulgou a ficha clínica.

De referir que o Hospital D. Estefânia, em Lisboa, está a receber, em média, 300 doentes por dia. “Uma situação muito complicada.“- concluiu fonte do hospital lisboeta.

 

ComentárioPor Alberto Jorge Santos

Este caso é um entre muitos que acontecem diariamente. E o que choca é a insensibilidade de toda a gente com responsabilidades  e que já contamina a opinião pública.

Os portugueses não devem, não podem, deixar acontecer atrocidades contra as pessoas  todos os dias e, depois, receberem  desculpas de “mau pagador” por parte dos ministros. As associações cívicas têm de mexer-se, deixar a tranquilidade do sofá a ver acontecer. E, colocarem de lado a ânsia dos palcos mediáticos.  Tem de sair delas a mobilização das pessoas. E evitar que essas iniciativas em defesa dos cidadãos partam dos partidos políticos – nada lhes interessa a não ser oportunismo e eleitoralismo. Já enjoa.

Apelamos, pois, às organizações cívicas, cujo objetivo é a defesa das pessoas, a deixarem o seu espaço de conforto e intervirem a par com os cidadãos.

O governo tem de explicar-nos a razão por que não resolve os problemas da saúde. Não há médicos de família, não há médicos, fecham as urgências, os médiicos e enfermeiros fazem greve. E o ministro da saúde passeia-se pelas hospitais, mas não toma medidas, não encontra soluções. Serve para quê?

Nós, portugueses, cumprimos as nossas obrigações fiscais. O Estado tem dinheiro. Por que não cumpre as suas funções?

Como pode um primeiro ministro e o seu auxiliar para a saúde, dormirem tranquilos, sabendo que a população portuguesa está com sérias dificuldades para aceder a um direito constitucional – a saúde pública?

Chegou a hora dos cidadãos exigirem que a Constituição se cumpra. E que o governo nos expliquem -olhos nos olhos – por que há estes constrangimentos.

Na passada semana abriu mais um hospital privado em Santa Maria da Feira! Já são cinco! E os cidadãos continuam a ser tratados de forma indigna. Tudo muitíssimo errado.

 

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