Continuarei a apoiar Seguro

Seguro foi o herói improvável das eleições de domingo, já que começou por estar “prometida” ao almirante (tarefeiro) das vacinas, perdido, estupidamente, na sua orientação política pelo seu mandatário; a esquerda em “falecimento” acelerado e já não sei como tipificar; o Luis afundou as expectativas do PSD, com a escolha disparatada do seu mandatário, que pensava, que o país era uma “terreola” da aldeia ou junta de freguesia, numa serra esquecida. Um disparate a sua escolha e sem sentido, como se percebeu. São indicadores que fazem o outro Luis, ouvir, parar de trabalhar para pensar no código do trabalho; Cotrim, parecia um bife bem passado, mas ressequido…Ventura e o seu partido Unipessoal vai tentando passar os 23%; não acredito mais do que isso, mas também não tenho receio deste candidato que treinou, muito bem, os trejeitos e a aparência com os seus colegas da extrema direita, mas é uma cópia muito mal tirada.
Na minha opinião a única hipótese de sair vencedor das eleições seria o maior pesadelo para o partido que coordena, era ter consigo uma 2ª volta com Cotrim, porque este terá maior dificuldade em Unir. Cotrim por mais livros que escreva pertence a uma elite social e económica enquanto que Ventura vem da classe média, que lhe confere um estatuto diferente.
Votei Seguro na primeira volta e voltarei a faze-lo na segunda. Não acho que a democracia esteja em risco nem para combater a suposta ameaça de fascismo, até porque existem exemplos pela Europa fora, desde Itália até a Hungria, de partidos eleitos de direita populista e que governam.
Ao votar Seguro é pelo seu perfil de defender as instituições depois desta palhaçada de 10 anos de domínio marcelista e porque quero que exista um equilíbrio quando 2/3 do Parlamento està à direita. Ao votar Seguro, estou em crer que começamos a escrever um novo livro da navegação do equilíbrio no sistema democrático. Com Seguro a democracia sai a ganhar e terá um maior equilíbrio, respeito institucional e compromisso com o pluralismo que sempre defendi.
Este é um momento decisivo para garantir a estabilidade democrática e a confiança nas instituições com uma cultura política assente no diálogo e respeito pela diferença. Nunca tive medo das palavras, muito menos de as assumir ou confrontos ideológicos…. Gostem ou não, é um problema de quem lê. Nunca votaria em candidaturas onde fossem visíveis a influência de candidatos/mandatários que atrasaram o Porto, pelo populismo, cada um à sua maneira, o primeiro pelas jogadas de bastidores, especialmente a forma como ganhou com mentiras e “saiu de fininho” e o segundo, por ter posto a cidade “for sale” a quem pagasse mais: Rui Rio e Rui Moreira.
Assumidamente, nunca estarei onde estes dois “bonecos de feira políticos” estarão, pelo simples facto de terem atrasado a cidade do Porto e não promoverem um rumo de futuro. Além do mais, o que lhes resta é a míngua dos partidos para arranjaram um “lugarzito” para a reforma.
Moreira, nunca teve vergonha para voltar a “mendigar” lugares, não aprendeu com as europeias e não percebeu que o PSD tem melhores quadros do que ele. As eleições deste domingo foram o que esperava que fossem, sem qualquer margem de erro.
Seguro fez um percurso cauteloso, encurralou o PS e “amotinou” os “costitas” resistentes. Fico triste porque Seguro foi “excomungado” do PS de Costa, foi figura destacada do guterrismo, apresenta-se de cara lavada, com postura institucional e seria uma ótima oportunidade para o PS arrumar um passado de erros de casting.
A vida dá cada volta que até parece intervenção divida, apesar de não acreditar. Por tudo isto, apelo ao voto no dia 8 de fevereiro, consistente com o caminho da democracia – o único bem inalienável que o 25 de Abril nos deixou.
