Comunidade de Energia de Agra do Amial no Porto assinala primeiro ano com redução de custos

O primeiro ano de funcionamento da Comunidade de Energia Renovável de Agra do Amial foi assinalado a 15 de julho, na EB1 Agra do Amial, com a apresentação dos resultados aos moradores envolvidos. O projeto, promovido pelo Município do Porto e acompanhado tecnicamente pela AdEPorto – Agência de Energia do Porto, tem vindo a aplicar soluções de autoconsumo coletivo em habitação social.

A funcionar desde maio de 2024, a comunidade integra 83 habitações e a EB1 Agra do Amial, tendo registado mais 30 novas adesões por iniciativa dos moradores. Entre maio de 2024 e maio de 2025 foram produzidos e partilhados 135 MWh de energia solar, o que equivale ao consumo anual de 45 habitações. As famílias aderentes obtiveram uma redução média de 34% nas faturas de eletricidade e alcançaram 38% de autossuficiência energética em relação à rede convencional.

Um ano de energia solar partilhada em Agra do Amial. AEP direitos reservados.

Na sessão comemorativa, Rui Pimenta, administrador executivo da AdEPorto, afirmou:
“esta comunidade prova que a transição energética justa acontece quando as soluções são desenhadas com e para as pessoas. Em Agra do Amial, a energia renovável passou a ser uma ferramenta de inclusão, de poupança e de transformação local. É assim que se constrói futuro nos territórios”.

O modelo de Agra do Amial encontra-se em fase de replicação. Estão em implementação novas comunidades nos Conjuntos Habitacionais da Mouteira, Lordelo, Fernão Magalhães e Francos, abrangendo mais de 1400 famílias, com arranque previsto para 2025. Fora do Porto, a AdEPorto está a apoiar projetos semelhantes em Matosinhos, Maia e Póvoa de Varzim, que poderão beneficiar cerca de 700 famílias já no próximo ano.

O projeto contribui também para a neutralidade carbónica, associando a produção e partilha de energia a objetivos de eficiência energética, inclusão social e políticas locais de sustentabilidade. A AdEPorto, entidade sem fins lucrativos com atuação em 10 municípios e mais de 1,1 milhões de habitantes, reforça assim o seu papel no apoio técnico e estratégico à descarbonização da região.

OC/RPC