Clube dos Pensadores recebe Ministro dos Assuntos Parlamentares – Carlos Abreu Amorim


Carlos Abreu Amorim teve a incumbência de dialogar com a oposição para se chegar a bom porto no OE 2026, isto é, ser aprovado.
O Governo não tem maioria absoluta no Parlamento e está dependente dos partidos da oposição com mais peso: Chega e PS.
Carlos Abreu Amorim tem adoptado uma posição “low profile”.
De recordar que o OE 2026 do executivo PSD/CDS, liderado por Luís Montenegro, foi entregue na Assembleia da República a 9 de Outubro, depois de o documento ser aprovado em Conselho de Ministros.
O OE 2026 define a vida dos portugueses para o próximo ano a partir de 1 de Janeiro: aumentos, impostos, benefícios fiscais, etc.
O maior risco do OE 2026, passa pelo excedente da Segurança Social. Os seus resultados não se podem alicerçar unicamente na evolução do emprego. Penso que vamos a caminho de novo excedente orçamental, mas convém ter algumas cautelas. Houve aumento da despesa estrutural, mas com o emprego de feição deve-se fazer um esforço de redução da divida.
Este OE 2026 é o exercício mais difícil dos últimos anos. O excedente está praticamente esgotado e com medidas tomadas nos últimos dois anos a pesarem nas contas.
Depois dos excedentes de 1,3% do PIB em 2023 e de 0,5% em 2024, O Governo vai apresentar um OE 2026 um saldo já quase nulo em 2025. Isto quer dizer que o espaço para evitar um regresso ao défice é difícil. Houve acréscimo da despesa e redução da receita com carácter permanente.
Entra nesta equação a valorização das carreiras na função pública, a redução das taxas de IRS ou a entrega de um complemento extraordinário aos pensionistas. Acresce a isto o impacto orçamental do PPR ( Plano de Recuperação e Resiliência).
Carlos Abreu Amorim vai explicar isso e momento mais, no Clube dos Pensadores, em estrevista conduzida por Joaquim Jorge.
A entrada é livre, sujeita à capacidade da sala.