Carlos Mendes – 60 anos de canções no “Coliseu Club” em Lisboa

Foi a primeira vez que “O Cidadão” conheceu a sala denominada “Coliseu Club”, no interior do Coliseu dos Recreios e ficou muito agradado com as condições técnicas (som e luz). As cadeiras amovíveis, dão inúmeras possibilidades de colocação do público.
Público esse que rapidamente lotou o espaço. E há Vilas! O concerto iniciou à hora prevista! Pelo aspeto do palco, e conhecendo eu o Carlos, fiquei surpreendido com piano, guitarra, baixo e bateria…Mais surpreendido fiquei quando visiono quatro lindas e simpáticas meninas a ocuparem os seus lugares, olhem que a Helena é ciumenta…Entra a estrela da noite, Carlos Mendes, trajando uma roupa preta de muito bom gosto!
O Carlos diz: Para quem dizia que eu só compunha canções difíceis…”Ai menina quem me dera”, abriu a noite e a canção “Vem” fácil de decorar: “Vem, vem, roubar-me o Sol, vem oferecer-me a Lua” uma letra do seu amor de há décadas, a sua companheira Helena Corado. Talvez em estilo de resposta, Carlos canta “Lena Lua”. Tenho que realçar que as vozes da Inês (pianista) e da guitarrista Rosana, foram uma mais valia para todo o concerto! Gostei muito do arranjo da canção “Continua”, tipo musical americano (Vaudeville).
Quando o Carlos cantou “As Meninas do Meu Tempo”, ouviu-se pela primeira vez a voz do Pimentinha!…E sentiu-se alguma agitação na sala, provavelmente porque os maridos presentes, também eram do tempo, das do nosso tempo…
Gostei da canção “Vem buscar-me deste lado”, uma boa passagem, para aquelas que todos conhecemos.
– Cala-te Pimentinha!
E não podia iniciar melhor do que com aquela canção, que eu pessoalmente mais gosto e gostos não se discutem…Silêncio! Que vai “ouver-se”, “Ruas da Minha Cidade”.
“Amélia dos olhos doces”, com uma roupagem cheia de balanço, à L.A. (Los Angeles) e agora desculpem-me, mas tenho que falar das talentosas instrumentistas que o Carlos sabiamente convidou para compartilharem o palco com ele. A pianista Inês, muito influenciada pelo piano clássico, mas quando se sentiu um “cheiro” a latino, transformou-se numa pianista “cubana”. A guitarrista Rosana, vai dar muito que falar…Ritmicamente é muito boa e nos solos é eximia! A baixista Mimi, tem um tempo irrepreensível, e as malhas que produz, só provavelmente entendidas por baixistas…Por último a baterista Juju, super segura e muito simpática, é aquela baterista que a maior parte dos cantores gostariam de ter, não atrapalha!
Quando o público já estava aquecido, com o Pimentinha a incentivar ainda mais a malta, seguiram-se as canções: “Vagabundo do Mar”, “Verão”, “Festa da Vida”. O Carlos, com o seu jeito natural de estar no palco e na vida, coloca alça da guitarra e vamos aos “Sheiks”. Curiosamente o Xabi estava na sala… – Cala-te Pimentinha!!! Os arranjos à anos 60, estavam presentes.
Saíram do palco por breves momentos e o público em pé, Obrigou-o (as)s a voltarem ao palco e a “Festa da Vida”, uma noite inesquecível para todos!
Peço desculpa, se existirem algumas inverdades ou emissões, mas para mim, fazer uma crítica a um músico que eu acompanhei tantos anos e sobretudo um amigo, não é fácil…
Ouviu-se:
– Venham mais sessenta! E desta vez, não foi o pimentinha…