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Segunda-feira, Junho 17, 2024

Cala-te, Car@…!

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Victor Carvalho
Victor Carvalho
Técnico de Formação Profissional

Conheço um distinto advogado da nossa praça que usa esta expressão, “Cála-te, Car@….”  É um Homem de fibra. Interventivo, determinado… Quando o conheci, sinceramente, não esperava ouvir isso, o contexto não foi em situação profissional, mas, sim, em ambiente familiar e, também, por o ser, admirado fiquei.

A sua família tem ilustres advogadas, procuradores aposentados, gestores/quadros de grandes empresas no ativo, pensei cá para os meus botões, o que lhe deu para dizer isto com tanta convicção?

Há dias, um homem de várias licenciaturas, mestrados, e doutoramentos, falava numa assembleia bem composta, com muita convicção, no que dizia e, de improviso, até impressionava a assembleia pelo conteúdo. Às tantas, os presentes começaram a não gostar, pois já tinha ultrapassado o tempo de intervenção previsto. Para muitos dos presentes, era a primeira vez que o viam e ouviam a intervir. A mesa que dirigia a assembleia também se inquietava com o tempo, acontece que, de tão ilustre presença, ninguém o mandava calar e todos os presentes olhavam uns para os outros à espera que ele concluísse a sua intervenção.

Alguém teve a coragem de mandar uma “boca”, prevaleceu o bom senso e finalizou a intervenção. Pertenço a um grupo, ao qual este ilustre também pertence. Há dias, tive de lhe dizer “… há mais membros para palestrar, não o pode fazer sempre que quer, e tem de cumprir tempos”.

Certamente, muitos  recordam – se de, há uns anos atrás, termos visto na televisão um célebre encontro entre o antigo Rei de Espanha Juan Carlos e Hugo Chavez, então presidente Venezuelano, em que o primeiro disse para o segundo ”por qué no te calhas”?

Três situações, três contextos, personagens diferentes… de comum a necessidade de mandar calar. Cada um tem a sua personalidade com os respetivos traços, os contextos podem ser diferentes, bem como as circunstâncias, mas o que retenho é que, entre outros aspetos, quando os campos estão extremados e se está cheio de certezas … o diálogo torna-se mais difícil. Para mandar calar, quem o faz tem de ter autoridade formal e/ou moral. Não é qualquer um que manda calar…


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