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Quinta-feira, Maio 23, 2024

Bunny Kills Bunny – De Alcobaça para o Mundo

Dando sequência ao espaço dedicado à divulgação de bandas nacionais, sob a forma de pequenas entrevistas - as "Curtas", dedicamos este espaço aos alcobacences "bunny kills bunny".

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Joaquim Marques
Joaquim Marques
Técnico de Turismo

Os Bunny Kills Bunny (BKB) são um duo constituído pelo Ricardo Coelho e Joana Pena. Um projeto a dois, que nasceu em tempos de confinamento, em março de 2020. Viram-se confinados e começaram a gravar música para passar o tempo e ajudar a lidar com algum caos mental em que todos nos encontrávamos.

A partir desse momento, e até conseguirem fazer parte da playlist de rádios como a RADAR, VODAFONE FM ou ANTENA 3 ou tocar nos 50 anos do Festival Vilar de Mouros, a ascenção foi bastante rápida.

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Os bunny kills bunny

O Cidadão (OC): Podem apresentar-se aos nossos leitores?

Ricardo Coelho (RC): Tenho já uma longa relação com a música, de 20 anos, integrei diferentes projetos como os Loto ou Cavaliers of Fun, e profissionalmente, encontro-me ligado à gestão de carreira de artistas.

Joana Pena (JP): Sou formada em Psicologia Organizacional, Psicologia Clínica/Saúde e Coaching Psicológico, e trabalho enquanto Psicóloga, Formadora e Consultora nas respectivas áreas. Como sempre gostei de cantar, encontrei nos BKB a oportunidade perfeita para ter um projeto a dois e dar vida a outra das minhas paixões.

OC: Como surgiu a banda? Se preferirem, como se conheceram…

 BKB: Conhecemo-nos no Festival Super Bock Super Rock em 2019, e desde então, nunca mais nos largamos. Em Março de 2020, surge a pandemia e, 2 meses depois, surge o tema “brave new world” que foi o nosso single de lançamento. “Um retrato de emoções mundanas, incómodas, bonitas e confusas, algo inerente a cada um de nós num tempo “esquisito, desafiante e, provavelmente, irrepetível”, onde queríamos transmitir uma mensagem de esperança num mundo em mudança.

Seguiu-se a “the loop”, que «…mostrava ao mundo e as rotinas impostas pelo confinamento mas, acima de tudo, a criatividade e a necessidade de cada um em se renovar a cada dia que passava». Aqui, pedimos a vários fãs que nos enviassem os seus vídeos caseiros desses tempos especiais, interessantes, aborrecidos, os seus loops, sem grandes filtros, portanto, o lado autêntico do que foi passar aqueles tempos exigentes, a vários níveis.

A esta, seguiu-se a “waste”, o nosso single com maior airplay e com maior reconhecimento do público, e a “oh no”, filmada em Las Vegas. É Los Angeles que marca o momento de quando nos casámos em Las Vegas.

OC: Como escolheram o vosso nome?

BKB: Numa viagem a NY, recolhemos elementos de inspiração em vários sítios, e o nome surgiu da visita ao MoMA The Museum of Modern Art, onde nos deparamos com uma instalação de Joseph Beuys com coelhos assassinos, que acreditava que a arte deveria desempenhar um papel ativo na sociedade. 

 OC: Se tivessem de escolher um “rótulo” definindo o vosso estilo musical, qual seria?

 BKB: Já nos identificaram enquanto pop, indie, new-wave. Gostamos de nos apresentar de forma eclética, mais focada num estilo indie pop eletrónico, com referências como: MGMT, Roosevelt, Matt and Kim, Tame Impala, The Strokes, Miami Horror, Phoenix, Caribou, Hot Chip, Metronomy, New Order, The Beatles, The Beach Boys, por aí.

OC: Onde e como divulgam o vosso trabalho?

 BKB: Divulgamos maioritariamente o nosso trabalho através dos media, redes sociais como o Instagram e Facebook, estamos presentes em diversas plataformas digitais como Spotify, Apple Music, Tidal, Youtube.

Entre diversos convites, já passamos pelo Festival Vilar de Mouros, Rádio Super Bock Super Rock, Rockfest, Selina, entre outros eventos privados, de particulares e empresas. Não só enquanto banda, mas também em modo DJ Set BKB.

OC: Se tivessem de escolher apenas uma música que vos definisse e apresentasse, qual a música que escolheriam?

 BKB: Sem dúvida, a “waste”, a nossa canção mais visceral e com uma pitada dark rock, cujas misturas, mais uma vez, estiveram a cargo de Hugo Valverde e a masterização por Pieter de Wagter. O videoclipe, que foi filmado nas incríveis paisagens da Islândia, pelo André Tentúgal, foi imaginado enquanto uma viagem intensa, imprevisível, incerta, não linear, purgando emoções múltiplas com a modelo Sara Carvalho ao volante. Aqui, o passado, o presente e o futuro tornam-se um só. É muito especial para nós.

OC: Quais os planos para o futuro?

BKB: Continuar a fazer músicas que gostamos, de forma leve, que nos façam sentido consoante as nossas vivências e que comuniquem algum tipo de mensagem ou experiência de mudança, da forma mais autêntica possível.

 

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