Boavista chega a acordo com a Sacyr mas leilão do Bessa mantém-se em curso

O Boavista anunciou esta sexta-feira, 16 de maio, ter alcançado um entendimento com a empresa espanhola Sacyr, o seu principal credor no processo de insolvência, para a aquisição do respetivo crédito.

A direção liderada por Rui Garrido Pereira considera o passo “determinante” para a recuperação financeira e institucional do clube, concretizado “em estreita colaboração com parceiros estratégicos“. Na sequência do acordo, o clube requereu formalmente ao tribunal a anulação do leilão do seu património e a convocação de uma Assembleia de Credores para votar um novo plano de recuperação.

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Este entendimento surge apenas três dias depois de o Tribunal de Comércio de Vila Nova de Gaia ter rejeitado o pedido de impugnação da venda do património imobiliário do clube, submetido pela direção do Boavista. Apesar de aquele tribunal ter decidido manter o leilão, fontes do clube confirmaram à Lusa, na quarta-feira, que a decisão obrigava a mudanças no curso do leilão, que decorre até à próxima quarta-feira sob intermediação da Leilosoc.

Em paralelo, o Tribunal do Comércio de Gaia decretou a liquidação da SAD do Boavista, com entrada em vigor a 31 de maio, podendo ainda ser travada caso os credores cheguem a acordo nos próximos 15 dias para uma solução de recuperação.

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O leilão eletrónico do Estádio do Bessa, que arrancou a 27 de abril com valor base de 31 milhões de euros para o recinto e 6,8 milhões para o complexo desportivo adjacente, encerra na próxima quarta-feira, dia 20 de maio.

O clube encontra-se em processo de insolvência desde julho de 2025, com dívidas que ultrapassam os 150 milhões de euros. O acordo com a Sacyr surge como um último recurso para salvar um dos clubes mais emblemáticos do futebol português, campeão nacional em 2000/01.