Boa sorte e muito sucesso, Presidente Seguro

A 9 de Março toma posse o Presidente Seguro.
O País, com tantas tempestades, ficou destroçado em várias zonas . Somos um povo solidário, mobilizamo-nos na ajuda possível, muitas foram as instituições, empresas, cidadãos anónimos que contribuíram para minorar os efeitos das adversidades climáticas.
O governo vai ter de afetar muitos milhões só para esta nova frente de trabalho. Anunciou uma espécie de PRR nacional, a ver o que dará.
Montenegro é minoritário e problemas não lhe faltarão. Reais e de imagem que já fragilizaram alguns membros do seu Governo.
Na Assembleia da República haverá temas quentes em agenda.
Montenegro não tem maioria parlamentar clara. Em matérias importantes quais os alinhamentos ou acordos mais ou menos formais?
O Pacote laboral, tal como está, é para cair.
É certo que o Governo poderá fazer “alguns remendos”, a situação está num aparente impasse.
Vamos ter as chamadas “coligações negativas”?
Vai o Governo avançar com o que prometeu, entre outras a Reforma do Estado, na Saúde e na Justiça?
A conjuntura internacional está complicada, a guerra da Ucrânia continua. Qual a percentagem que a pasta da Defesa irá gastar?
Vamos investir mais na Defesa em vez de reconstruir as zonas afetadas pelas tempestades?
O caso Spinumviva em que pé está?
De quando em vez, vemos títulos de jornais e especulações. Acabou?
Será que o Ministério Público poderá concluir uma acusação ao Primeiro-Ministro?
O Presidente Seguro não é favorável a ciclos políticos curtos.
Ele foi eleito com mais de 3,5 milhões de votos, é obra, ultrapassou a votação de Mário Soares. Esta ampla e vasta votação, que lhe confere uma extraordinária legitimidade não irá agradar a todos os que o elegeram.
À medida que os problemas forem surgindo, irá ser preciso intervir e aí a popularidade irá cair.
Antevejo Seguro a fazer muito jogo de cintura, aqui e ali a dar uns puxões de orelhas e ter um bom apito na arbitragem que se avizinha nestes próximos anos.