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Domingo, Abril 14, 2024

Bloco quer ouvir ministro da Cultura e Proteção Civil sobre centro comercial Stop

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Num requerimento endereçado a Luis Graça (PS), presidente da Comissão Parlamentar de Cultura, Comunicação, Juventude e Desporto, o BE pediu ainda para ouvir a comunidade de músicos do centro comercial Stop e a administração do condomínio.

O encerramento abrupto, sem qualquer processo de diálogo e que não decorre de recomendação da ANEPC é uma decisão política totalmente injustificada no tempo e no modo. O parlamento não deve assistir passivamente a esta situação de destruição de uma comunidade cultural e o Ministério da Cultura não pode alijar responsabilidades”, lê-se no requerimento.

Os músicos e lojistas do centro comercial Stop têm 10 dias para sair do edifício, depois de notificados os proprietários e condomínio, revela um despacho assinado pelo presidente da Câmara do Porto, o independente Rui Moreira.
“Determino a cessação da utilização do edifício, de todas as frações autónomas e do parque de estacionamento aberto ao público do referido edifício, fixando o prazo de 10 (dez) dias úteis para cumprimento voluntário desta medida de tutela”, lê-se no documento.

O Stop, que funciona há mais de 20 anos como espaço cultural com salas de ensaio e estúdios, viu a maioria das suas frações serem seladas em 18 de julho, deixando quase 500 artistas e lojistas sem ter para onde ir, mas reabriu em 04 de agosto, com um carro de bombeiros à porta.

Os deputados bloquistas José Soeiro e Joana Mortágua sublinham no requerimento a “importância do equipamento e a grave situação em que serão colocados cerca de 500 trabalhadores da cultura”, considerando que o Ministério da Cultura deve atuar de imediato na garantia da manutenção daquele “viveiro cultural nos moldes atuais e com as necessárias obras e atualizações de segurança, relegadas ao longo de décadas”.

O Cidadão/Lusa

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