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Segunda-feira, Abril 15, 2024

Assassinato cultural de escritores portugueses e o primeiro livro -Por Mário Gonçalves

Eça de Queirós nasceu há mais de 100 anos. Volvido mais de um século, o maior romancista português de todos os tempos ainda não sabe onde irá descansar Ad eternum. Alguns familiares, poucos e sem expressão, e moradores de Baião insistem em querer que Eça permaneça na terra que o viu nascer. Não passam de gente de curta visão. 

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Nunca os livros mexeram tanto com o cotidiano outonal ao ponto de fazer saltar das covas os maiores vultos da nossa literatura.

Camilo Castelo Branco não tem descanso. O atrasadinho cultural da Câmara Municipal do Porto, Rui Moreira, não lhe dá paz. Quis roubar-lhe uma estátuas, posicionada há anos onde deve de estar, na Praça Amor de Perdição na cidade do Porto.

Será “pornograficamente horrenda” como eroniza o Observador?

O presidente da Câmara do Porto não gosta da estátua e ainda teve a lata de dizer que tem “legitimidade acrescida” para ter a opinião que tem.

O cobardolas inculto acabou por pôr a gaiola no saco e voltar atrás com a decisão, depois de uma onda de protestos em Portugal e no estrangeiro.

O pseudo presidente Moreira, pago por todos nós, quer dar nas vistas a todo o custo e só faz merd*.

EÇA DE QUEIRÓS não sabe onde vai ficar

Eça de Queirós nasceu há mais de 100 anos. Volvido mais de um século, o maior romancista português de todos os tempos ainda não sabe onde irá descansar Ad eternum.

Alguns familiares, poucos e sem expressão, e moradores de Baião insistem em querer que Eça permaneça na terra que o viu nascer. Não passam de gente de curta visão.

Eça de Queirós merece honras de Panteão. Os milhões de turistas que visitam Lisboa preferem ir ao Panteão Nacional do que percorrerem centenas de quilómetros para homenagearem os nossos heróis.

Além de uma longa visão, falta a muitos pseudo-intelectuais do nosso país uma mão cheia de futurismo.

Eça de Queirós criticou a sua sociedade, atrasada e vítima de corruptos e criminosos. Ainda hoje, EQ está atual. Nada mudou e paga sempre o mesmo: o pobre desfavorecido que não se consegue defender.

Resta a muita dessa gente, a existência de jornalistas de investigação que façam um trabalho social de virar chouriços. Vergo-me perante todos os que ajudam a termos um dia um Portugal melhor para as próximos gerações. Eça também foi jornalista.

Hoje, recordo também aqui que a 30 de setembro de 1452 começou a produção do primeiro livro impresso do mundo: a Bíblia de Gutenberg.

O mago Johannes Gutenberg laborou arduamente, em Mainz, Alemanha, com cerca de duas dezenas de funcionários, durante três anos para imprimir a sua obra.

Gutenberg imprimiu a sua transcrição da Bíblia, em latim, ao longo de dois volumes distribuídos em 1.282 páginas.

Foram impressas 180 unidades até o ano de 1455, mas apenas 48 exemplares estão conservados até hoje.

E assim se trata a nossa cultura!

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