“Amizade”- Novo livro de Joaquim Jorge lembra Marcelo e Montenegro


O autor fala-nos, em pré-lançamento da sua nova obra – “Amizade”
“Este pequeno livro é uma ode à Amizade. Eu adoro estar com pessoas que gosto, massaja-me a alma e dá-me um enorme prazer. Faço tudo para estar com pessoas, ajuda-me a viver.
Evidentemente, que já sofri imensos dissabores com amigos, contudo, não deixo de continuar a tentar estar junto de quem gosto e aprecio, mas que me tratem bem.
Para ter amigos não é preciso ir a casa deles e estar assiduamente com eles. Um amigo é algo que perdura, passa além de tudo.
Adoro estar, tocar, sentir, olhar, observar, conversar, saber e dizer.
Ter amigos é bom, mas é preciso algum cuidado. Eu costumo dizer que sou amigo de muita gente até à entrada da porta da minha casa. Quem entra em minha casa tem acesso ao meu interior, a nossa casa diz muito do que somos. É uma espécie de roupa interior e isso não se mostra a qualquer pessoa.
A cumplicidade e o acesso à informação da nossa vida pessoal devem ser restritas e cuidadosas.
Claro que eu gosto de ter amigos, mas não a qualquer preço. Com a idade, cada vez falo com um menor número de pessoas e já não tenho paciência para aturar determinadas coisas e situações.
Consta do livro a minha relação com amigos e amigas, uns mais conhecidos outros menos conhecidos. Mas, para mim, todos são importantes e falo deles do mesmo modo.

O livro AMIZADE – com conhecidos e menos conhecidos, falo dos conhecidos: o Russo que sempre percebeu o que eu fazia no Clube dos Pensadores; Massena, um activista de causas e cidadania; Marcelo, desde a primeira vez que passou no Clube, ficou fã deste conceito de liberdade de expressão e pluralidade; Montenegro, a quem trato por “tu”, amigo de longa data dos primórdios do clube; Batata pelas belas noites quando eu saía à noite; Augusto, meu amigo de infância, afável e sempre por perto; Fausto, pelo que representa e é para mim; João Claro, por gostar de carros e motas, como eu e ser boa pessoa; Pedro Vasconcelos, amigo das caminhadas e não só.
Falo dos menos conhecidos: a Sara, pela sua peculiar maneira de ser; a João, por que demonstrou diversas vezes que era minha amiga; o Pedro Santos, pela sua sensibilidade e amizade; o Pedro Arcanjo, que foi meu aluno e a nossa amizade manteve-se ao longo destes anos; a Ermelinda, porque a sua Farmácia e ela são um porto de abrigo da minha saúde; a Ana, desde sempre amiga e por tudo; o Alberto, um amigo recente mas para sempre; o Manuel, pela ajuda na minha candidatura que eu não me esqueço; o Joca, pela sua alegria de viver.
E, a Carolina, minha mulher que sempre esteve comigo e me dá bons conselhos.
Faltam aqui muitos amigos(as), mas não faltarão oportunidades.”
Joaquim Jorge não esqueceu o amigo Marcelo Rebelo de Sousa:
“Considero-o um amigo, mantenho com ele uma amizade especial, que passa por SMS e troca de opiniões sem ser maçador e intrusivo.
Marcelo Rebelo de Sousa envia-me vídeos previamente gravados e missivas em momentos do clube, como aniversários ou apresentação de livros. Muito gratificante os seus gestos.
Marcelo Rebelo de Sousa é um menino bem por educação e um menino bem da política que procura humanizá-la, conciliá-la e torná-la menos crispada.
A sua maneira de ser, por vezes, traio. Contudo, quem não tem defeitos?! Todavia, todas as suas virtudes são muito benéficas ao país: cultura, inteligência, visão de futuro e representar Portugal além-fronteiras.
Momentos que me deram muito orgulho de ter Marcelo como amigo e presidente.
Na sua visita à Casa Branca, no 1.º mandato de Donald Trump, mostrou-lhe que sabia muita história explicou-lhe com sabedoria e elegância um pouco de Portugal.
Quando esteve com a Rainha Isabel II de Inglaterra, a sua presença, a forma como se expressou e a sua classe.
Por fim, quando esteve na Ucrânia em Kiev com Zelensky, discursar em ucraniano.”
Nem esqueceu Luis Montenegro
“Um dia, fiz um ciclo de debates sobre jovens promissores na política em que estiveram presentes separadamente: Luís Montenegro, António José Seguro e Diogo Feio, entre outros.
Disse-o na altura que alvitrava para ele um enorme futuro e não me enganei.
Cheguei a participar com ele num programa de debate político, numa rádio em Espinho “Rádio Costa Verde” e foi muito agradável .
Cheguei a jogar numa equipa de futebol de salão em Espinho com amigos comuns e ele esteve para treinar connosco, só não o fez porque vinha de Lisboa e tinha dificuldade em chegar à hora do treino.
Recordo-me de numas eleições legislativas o terem colocado em 7.º lugar na lista de deputados do PSD, num lugar não elegível pelo distrito de Aveiro. Ele meteu mãos à obra com denodo em que parecia ser o cabeça-de-lista pelo distrito e não é que foi eleito! Sendo uma vitória sua. É tenaz, lutador e não desiste.”