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Sexta-feira, Junho 14, 2024

Américo Aguiar é o novo bispo de Setúbal

O novo bispo de Setúbal assegurou hoje não ter “programa pastoral escrito, nem decisões previamente tomadas” para a sua ação na diocese, antes olhando para as palavras do Papa, lembrando que “a Igreja é de todos e para todos”.

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Na primeira saudação aos diocesanos de Setúbal, Américo Aguiar lembrou a sua “relação e amizade com D. Manuel Martins [seu conterrâneo, de Leça do Balio, Matosinhos], o homem que assumiu a criação” da diocese, em 1975.

Manuel Martins foi, para o novo titular da diocese de Setúbal, “um bispo inquestionável na história da Igreja em Portugal, que se fez grande ao lado dos mais pequenos, dos mais pobres, dos mais esquecidos”.

Ao receber a notícia da minha nomeação, lembrei-me de imediato de procurar a sua primeira homília ao chegar a Setúbal em 1975 e a afirmação que foi já citada centenas de vezes: ‘Nasci Bispo em Setúbal, agora sou de Setúbal’. (…) Posso dizer que nasci cardeal em Setúbal – recebi o anúncio da nomeação num armazém da cidade sadina onde fazíamos a montagem dos ‘kits’ da JMJ -, agora sou de Setúbal…”, acrescentou Américo Aguiar, que vai para a margem sul do Tejo “de coração aberto, com os medos normais de quem se sabe frágil porque humano, mas cheio da esperança que vem de Deus”.

Assumindo não ter “um programa pastoral escrito, nem decisões previamente tomadas” para a diocese da qual tomará posse no dia 26 de outubro, o até agora bispo auxiliar de Lisboa, escreveu ter “na memória do coração, muitas das palavras do Papa Francisco” escutadas na “primeira semana do passado mês de agosto e tantas outras que o Papa não se cansa de repetir”, começando pela defesa de que “a Igreja é de todos e para todos – todos, todos, todos”.

Que nunca olhemos para ninguém de cima para baixo, a não ser para ajudarmos a levantar quem está caído; que sejamos capazes de correr riscos e corajosos a denunciar a pobreza, a injustiça, a mentira e tudo o que nos diminui enquanto humanidade; que lutemos por agir no concreto e estar próximos dos mais frágeis, dos doentes, dos idosos, dos presos, dos desempregados, dos migrantes e dos refugiados; (…) que sejamos determinados na tolerância zero a qualquer forma de abuso sobre menores e adultos vulneráveis”, foram outras ideias defendidas pelo Papa Francisco e que Américo Aguiar inscreveu na sua saudação aos diocesanos de Setúbal.


No texto, o futuro cardeal [será elevado ao colégio cardinalício no próximo dia 30 de setembro, em Roma), agradeceu ainda o “trabalho, empenho e dedicação de cada um em prol do bem comum, da dignidade da pessoa humana, da caridade e da subsidiariedade” e prestou uma “homenagem de sincera gratidão e grande respeito” ao patriarca emérito de Lisboa, Manuel Clemente, de quem foi auxiliar no Patriarcado e com quem trabalhara na diocese do Porto.

Sublinhando que quer seguir o “caminho de entrega, de fidelidade, de capacidade de levar o anúncio do evangelho, acreditando de corpo e alma que a justiça e a paz são fruto da ação de Deus, sempre que os homens e mulheres de boa vontade assim o permitem”, Américo Aguiar escreveu ainda que “as promessas cumprem-se, mais do que se fazem”.

No dia de hoje, não me sinto capaz de grandes promessas, mas comprometo-me a cumprir a sugestão que o Papa Francisco nos deixou numa das suas intervenções durante a visita ao Bairro da Serafina em Lisboa: ‘Continuai para diante e não desanimeis! E se desanimares, bebei um copo de água e segui para a frente!’”, acrescentou o novo bispo de Setúbal.

OCidadão/Lusa

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