Alunos cegos enfrentam falta de professores e meios: inclusão falha nas escolas portuguesas

A falta de professores especializados e de recursos adaptados continua a comprometer o ensino de alunos cegos e com baixa visão em Portugal, apesar das políticas de educação inclusiva em vigor.

Dados da ACAPO indicam que há cerca de 900 mil pessoas com dificuldades de visão, incluindo 28 mil cegas, muitas em idade escolar. No entanto, nas escolas, o apoio continua insuficiente.

Segundo a FENPROF, o número de alunos com necessidades educativas especiais tem aumentado, mas os recursos não acompanharam esse crescimento. A escassez de docentes com formação em braille, tecnologias assistidas e orientação são algumas das principais falhas apontadas.

Além disso, persistem problemas como falta de manuais em braille, equipamentos insuficientes e acesso limitado a tecnologias de apoio, criando desigualdades entre escolas e regiões.

As consequências são evidentes: jovens com deficiência registam uma taxa de abandono escolar de 21,4%, muito superior à média nacional, segundo dados da APD. Especialistas alertam que, sem o reforço urgente de meios e da contratação de profissionais qualificados, a inclusão continuará a ser mais teórica do que real.

OC/VL