Paz, Amor, Dinheiro, Saúde. Os 4 desejos mais ouvidos pelos europeus, se bem que, a Paz começa a ganhar relevo, face às circunstâncias vividas a nível global. Divido a reflexão em 2 fases: a 1ª, a nova ordem mundial e a 2ª, potencia a 1ª que é o estado interno, em algumas áreas de governação do nosso país. Os “costumeiros” analistas da nossa praça continuam a inventar novas ordens mundiais quando na verdade, é uma velha ordem mundial, com características informativas e comunicacionais, diferentes da Guerra-Fria, mas não deixa de regredir aos tempos das duas potências.
Estamos mais informados, mais conectados, mais ligados ao mundo. Viva à globalização para o bem e para o mal. A Rússia, a Ucrânia, a Venezuela e o Irão além da China e dos EUA estão na senda de retirar vantagem entre os fracos e fortes, para um tira teimas de quem vai ganhar, territorialmente, poder.
Na Ucrânia ainda não aconteceu, porque a EU travou para já. Os EUA forneceram armas a Taiwan! Adivinhem? É inocente. Insistem nas terras raras? Porque? Chips. O segredo mais bem guardado do futuro, mas se quiseram chamar a estes interesses, novas ordens mundiais, podem faze-lo, mas não esqueçam que além de geopolíticas são também económicas.
Todos sabemos que o interesse de Trump é económico, mas aviso os meus amigos, que quem se livra de um ditador e cai na mão de outro, não é um bom caminho. Fico espantado, cá pelo burgo, “os vivas” da “direita” à saída de um regime, provocado por outro, que pouco ou nada terá de diferente e o tempo dará razão. Repugna-me gente que só pensa no seu “umbigo ideológico” como se não existissem mais certezas. A esquerda esta com mofo e a cheirar a resseco. A quem interessa a guerra na Europa? A Trump.
Lá estou a vociferar o nome deste energúmeno que alguns americanos elegeram e que trás dor e sofrimento ao mundo. Condeno todas as ditaduras e a repressão exercida sobre qualquer povo, porque estas não se relativizam e não se desculpam…mas condeno, da mesma forma, Trump pela intervenção em qualquer Estado soberano, porque não é um ato democrático, mas sim, imperialismo MAGA. É criminoso. É uma violação grave do Direito Internacional tal e qual a Rússia e tal e qual, acontecerá com a China, em Taiwan. Qualquer aluno no 1º ano de Ciência Politica sabe que existe o princípio da soberania dos Estados. O que Trump faz é só mudar o centro de poder, ou seja, substituiu a ditadura por imposição externa, baseada na força, agravando a instabilidade. Digo isto, porque nenhum português, europeu “escorreito” de ideias, deveria ficar feliz com o desmantelamento do multilateralismo e uma suposta “nova ordem internacional”, baseada, na lei do mais forte.
A Europa não é aos dias de hoje, porque culpa dos seus líderes, uma potência militar, já que a opção foi ficar nas mãos da NATO, muito menos uma potência económica e aceitando esta lógica, estamos a aceitar a nossa própria vulnerabilidade futura. Por isso, aos que celebram estas barbaridades sem fim, graves violações do direito internacional, deveriam ter a lucidez sobre os reais interesses Europeus. Defender as democracias não é aplaudir crimes; Defender as democracias não é legitimar precedentes perigosos; Defender as democracias é proteger as regras de todos; Defender as democracias é defender o direito internacional e o multilateralismo, porque são estas, as bases que protegem os mais fracos, dos mais fortes.
Acompanho com preocupação as dissonantes opiniões de pessoas que tem posicionamento político, em Portugal e na Europa, que revelam pouca lucidez na abordagem mais parecendo “câmaras de ressonância de um político com cheiro a bafio”. É triste gente com responsabilidade a pensar pequeno. Os meus desejos não fogem à regra, mas reforço a paz e a saúde, atendendo ao estado deplorável em que os vários governos foram deixando o SNS chegar. É um fator interno, que causa instabilidade aos portugueses. É lamentável que um dos bens inalienáveis que o 25 de Abril nos deixou, além da liberdade, esteja a perecer. A culpa não é dos seus profissionais que fazem “das tripas coração” pelos portugueses, mas sim, dos vários Governos e da insensatez de corporações sindicais.
Chamo a atenção para a espuma das conversas entretidas que os políticos deixam em comunicação, mas um português médio, não ganha para se tratar em qualquer Hospital privado. Sem saúde, não temos Paz, teremos menos capacidade para Amar e muito menos vontade de acrescentar dinheiro à nossa conta bancária – se bem que, ninguém põe um travão ao roubo acelerado que os bancos fazem, em comissões, a todos os portugueses. Sinceramente, espero que a guerra não nos bata a porta da Europa porque, ainda, somos os únicos a preservar os valores, a missão e os costumes, além das boas vivências, deste grande bloco económico.
A guerra só acrescentará pobreza e nunca será um desafio para gerar oportunidades. Quem pensa desta forma é insano. A perspetiva que se está a instalar nos EUA – a quem interessa a guerra para enfraquecer a Europa – é duma insanidade atroz que emergiu em 10 anos. Recordo que alguns países da EU desviaram-se do objetivo de Monnet, na sua criação, porque os partidos do arco da governação, dos mesmos, além de governarem com corrupção, governaram em função dos seus interesses, agarrados a decisões que prejudicam a qualidade de vida dos povos. Empobrecem-nos a troco de nada.
Sempre fui defensor da essência da social-democracia porque no meio está a virtude. Desejo a todos um excelente ano e não se deixem manipular.

Docente na Atlântico Business School/Doutorado em Ciências da Informação/ Autor do livro ” Governação e Smart Cities”














