A UE e a Rússia: Nova Guerra Fria?

A História dita que a Guerra Fria encontrou o seu fim no dia de Natal de 1991, quando se deu a queda da URSS, e onde os EUA saíram vitoriosos. Mas será que a Guerra Fria realmente teve um fim? Na minha opinião, a Guerra fria como a História nos deu a conhecer não acabou, apenas transformou-se.

O bloco capitalista dos EUA transformou-se no bloco democrático da UE, e o bloco comunista da URSS transformou-se no bloco, já antidemocrático, da Rússia. Hoje em dia, esta nova Guerra Fria é muito semelhante à do século XX. Sanções económicas, guerras, diretamente ou não, apoiadas pelos dois blocos, ações políticas, etc., continuam a ter o mesmo papel hoje que tinham há mais de 35 anos. Quantas sanções foram já impostas desde o início da guerra na Ucrânia pela UE? A nossa união tem, realmente, uma enorme importância no que consta o combate à violência russa. O apoio à Ucrânia, quer seja de carácter militar, político, económico, social, etc., fazem uma astronómica diferença na guerra contra o urso russo. Além de ajudarem a Ucrânia estes movimentos ajudam a fixar, mundialmente, a posição democrática europeia. A UE tem de representar os valores democráticos, porque eles fazem parte do nosso complexo, da nossa ideologia! A Europa tem de permanecer unida e democrática!

A Rússia, pelo contrário, está presa às “glórias” do passado soviético. Um passado marcado pelo sangue de milhões de cidadanias, religiões, culturas e ideologias. Um passado marcado pelos gulags de Estaline, pelo Holodomor e outras carnificinas comunistas soviéticas. Este vasto país é uma ditadura sangrenta que oprime a sua população pelo medo e pobreza, que subjuga países soberanos, como a Ucrânia, que ameaça jornalistas que se recusam a aliar com um sistema ditatorial, que envia jovens soldados para morrerem em vão numa trincheira, num país que não é o deles. Será que estas ações são aceitáveis no dia de hoje? Será que devemos permitir que isso aconteça? E pensar que ainda há políticos que apoiam esta ditadura, e que se recusam a aceitar que a Rússia é um país agressor.

Concluindo, a luta pela liberdade ucraniana, a luta pela Democracia europeia é extremamente importante para a sobrevivência da sociedade deste velho continente. A sobrevivência da vida como a conhecemos, da Democracia como a conhecemos e da Liberdade com que nós vivemos, e que nos é tão importante. A “Nova Guerra Fria” tem de ser lutada até ao fim, tal como no passado, e o bloco vitorioso tem de ser o democrático!