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Quinta-feira, Maio 23, 2024

A todos e a cada um – Por Alfredo Correia

Vão assistir a uma parte do clássico filme português “O Pai Tirano”, que foi realizado por António Lopes Ribeiro, e escrita por seu irmão, o actor Ribeirinho, em 1941.

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Alfredo Correia
Alfredo Correia
Actor/Encenador

 Esta comédia – “O Pai Tirano” –  é considerada como um dos expoentes máximos do período de ouro do cinema português.

Esta nossa versão não remonta aos anos 40, mas respeita o texto original. Colocar em palco, cenas dos ensaios e outras, do Gupo de Teatro Os Grandelinhas, é por si só, um hino ao Teatro de Amadores da época, e assim, nos dias de hoje, poder servir para alertar os Amadores de Teatro das Associações, o que não deve ser feito, mas sim, o que é preciso fazer, para ser um Amador de Teatro com responsabilidade.

A preparação de uma peça, exige compromisso e dedicação – são vários dias e horas de ensaios-. Além disso, é preciso aprender que o teu atraso ou ausência prejudica o desenvolvimento do trabalho do grupo. Daí, que devemos, TODOS E CADA UM, com a dignidade que o Teatro nos merece, sermos em cada ensaio, em cada espectáculo, todos os dias… um artista, relançando o significado que tem o Teatro de Amadores das Associações – o Teatro Associativo. A disponibilidade, a criatividade, o espírito de sacrifício, a solidariedade, quando aliados a uma saudável aprendizagem associativa, são verdadeiramente bases socioculturais importantes, que o Teatro Associativo coloca à disposição da sociedade. Por isso, não nos devemos esquecer, o quanto é importante saber o que é a RESPONSABILIDADE DE SER AMADOR DE TEATRO.
O Teatro Associativo é, de facto, e sem demagogias, uma Grande Escola de Humanização para a Vida Social, Cultural e Associativa.

Ora se sabemos, que é no Movimento Associativo que mais se produz Teatro, que é nas Associações onde mais se divulga a prática teatral e se conquista novos públicos, o que falta descobrir?

Se sabemos que o Teatro Associativo é dos principais agentes culturais nos locais onde está inserido, o que falta descobrir?

É meu entendimento, que a realidade que há por descobrir, é o “Papel Social” que devia ter o Teatro Associativo.
E, já agora, não será melhor destapar e “descobrir” a Utilidade Pública, que somos!

No Teatro, nada é mais importante
do que proporcionar a possibilidade de ser cada vez melhor,
com a certeza saudável, que nunca se atingirá a perfeição.

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