26. Quando já não há muito para contar

Hoje, felizmente, não há muito para contar, e isso é, talvez, a melhor notícia. Depois de meses marcados por tratamentos, incertezas e dias difíceis, há finalmente um certo silêncio. Um silêncio bom. Aos poucos, tudo foi voltando ao normal, o corpo a responder, os dias a ganharem outra leveza. Falta apenas uma etapa, marcada para o dia 20 deste mês, a última sessão de quimioterapia antes de se perceber o desfecho desta caminhada.
Foi um processo longo. Nem sempre é fácil. Houve momentos de desgaste, de dúvida, de cansaço, mas também houve resistência. Ir andando, passo a passo, conforme as coisas iam acontecendo, foi a estratégia possível. E, muitas vezes, a única.
Agora, aproxima-se o momento da verdade. Para já, não há mais tratamentos marcados. Fica a expectativa, inevitável, de saber se tudo isto cumpriu o seu propósito.
A esperança mantém-se firme: que esta luta não tenha sido em vão. Que a quimioterapia tenha feito a sua parte. E que, no meio de tudo, a força encontrada ao longo do caminho tenha valido a pena.